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A Entrevista

A Entrevista – Filho da Mãe

Rui Maria Pêgo Filho Da Mãe 1 A Entrevista - Filho Da Mãe

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O filho de Júlia Pinheiro é agora Filho da Mãe. Estreia-se a 13 de setembro no Canal Q e promete pôr a televisão portuguesa a nu. Numa sátira aos reality shows, Rui Pêgo vai mostrar o lado mais divertido (ou não!) da sua vida. E há um objetivo por detrás de todo este espetáculo: ganhar a menção honrosa de «Miley Cyrus portuguesa», pela polémica, pois claro. «É um programa bem intencionado e uma brincadeira. Mas provavelmente será mal-entendido, o que não me preocupa», confessou ao A Televisão.

Filho da Mãe estreia no próximo domingo, 13 de setembro, no Canal Q. Como surgiu a ideia para o programa?

Em conversa com amigos. «Teria imensa graça se fizesses um reality show a gozar com a ideia que as pessoas têm da tua vida.» Fast forward cinco anos e cá estamos.

O que é que o público pode esperar?

O Filho é uma sátira aos reality shows. E à ideia base de que eu sou beneficiado em todas as circunstâncias da minha vida por ser filho dos meus pais. Não sou. Continuo a ter carros bloqueados e a ter de esperar em filas. Decidi levar isso ao extremo. E assumo-o: «se sou filho de uma grande estrela… mereço ser uma grande estrela». Claro que não é um programa real. É ficção. É ironia.

Quais são os teus principais objetivos ao integrares este projeto?

O objetivo é satirizar a expetativa que algumas pessoas podem ter sobre mim e um certo «mundo». Há um público específico: o público que não se leva a sério.

Não querias descolar do rótulo de «filho da Júlia Pinheiro»? Este programa vem provocar exatamente o efeito contrário…

Se o rótulo existe, porque não virá-lo ao contrário? É a prova de que não me levo a sério.

Consegues rir de ti próprio? Quais são os defeitos que poderias satirizar?

Qualquer pessoa que me siga na rádio, na televisão ou nas redes sociais percebe que não tenho medo de gozar comigo. Aquilo que escolhi satirizar chega-vos dia 13, às 23h, no Canal Q.

Na promo surges com um cigarro na mão. Já temos críticas na internet: «Na minha opinião é mais um que quer aparecer, pelo lado polémico. Reparem que ele faz questão de fazer aparecer o cigarro, uma das coisas que gerou polémica há uns anos atrás».

Se alguém disse que o que eu quero é aparecer, a promo resultou na perfeição.

Pretendes enveredar pelo mesmo caminho que o da Miley Cyrus, o da polémica?

Eu vou ser a Miley Cyrus portuguesa. Obviamente. Posso mostrar-te a língua agora… Se quiseres!

Fica para outra altura! [risos] As críticas destrutivas incomodam-te ou passam-te completamente ao lado?

Fazem-me bocejar. Porque são pouco elaboradas. Quando entram em terrenos da ameaça de morte já me divertem mais. Não ligo muito. Não comecei a trabalhar há dois dias.

Nessa mesma promo dizes que a televisão portuguesa é uma «merda». Podes ser sincero comigo: é ou não é uma merda?

Claro que não é uma merda. Tem coisas que são uma merda. Como todas as televisões do mundo. Aquilo que digo nunca é para ser entendido de forma literal. Sobretudo quando paira a imagem do Canal Q no canto superior direito. Portugal é um país pequeno. Com poucas figuras. O que torna tudo mais complicado, mas acredito que estamos a apurar a qualidade em algumas áreas. A ficção nacional é exemplo disso.

Luciana Abreu e Quimbé são alguns dos teus convidados. Que outras celebridades podemos encontrar em Filho da Mãe?

Inês Castel-Branco, Agir, Ana Markl, Raquel Strada, Sónia Balacó… nos primeiros episódios.

Mais alguém que gostarias de convidar?

Gostava muito de ter a minha mãe, mas não sei se ela aceita. Não temos grande relação.

Achas que a tua mãe vai ver o programa?

Duvido. Tem imensa roupa para estender.

E acreditas no sucesso de Filho da Mãe? Vai agitar a televisão portuguesa?

Acredito. É um programa de humor na linha de outros formatos como Último a Sair ou The Comeback com a Lisa Kudrow. Acho que não vai agitar nada de especial. É bem intencionado e uma brincadeira. Mas provavelmente será mal-entendido, o que não me preocupa.

O Canal Q nasceu em 2011. Como vês a sua evolução até hoje?

Acho que é um sobrevivente. Aprendeu com os erros normais do início de um canal de televisão que parte do zero. Fazer televisão em Portugal roça o faroeste e o Q não desiste. Nunca. Acho isso comovedor. Já foi premiado várias vezes, a maior parte das grandes estrelas do humor estão ou passaram por lá. Acontece o mesmo com os desalinhados que não têm espaço nas generalistas. Há uma dose de serviço público naquilo que o Q faz e produz. Espero que tenha condições para continuar a fazê-lo.

No Canal Q tens uma liberdade que certamente não terás nas generalistas. Isso dá-te mais «pica»?

O Canal Q é um oásis. E não devia ser dos únicos a batalhar para produzir televisão independente e em português. Tem as limitações que um canal de cabo tem, mas renova-se sempre com o intuito de ser melhor. Sinto-me em casa. Tem ótimos profissionais que dão tudo o que têm para produzir uma alternativa. Adoro-os.

The Voice está de regresso à RTP. No ano passado foste o babysitter das crianças. Gostavas de voltar a este registo?

Eu gosto muito de grandes formatos de televisão, por isso, claro que sim.

Já estás na Mega Hits há quase três anos. Que balanço fazes da experiência?

Não é só uma experiência. Não é o mesmo que acampar ou saltar de um avião. É outro aspeto da minha vida profissional diária. Diria até a espinha dorsal daquilo que sou e faço neste momento. Trabalho com uma equipa muito talentosa que até vai receber um novo elemento dia 22 de setembro, o Luís Franco-Bastos. A rádio é metade do que sou.

Para terminar, és mesmo um «Filho da Mãe»?

Sou. Sobretudo quando chego a casa.

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