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A Entrevista – Diogo Infante

7Dkqu5F A Entrevista - Diogo Infante

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Após uma longa ausência das novelas (já lá vão onze anos desde o seu último trabalho), Diogo Infante está de regresso à ficção. Interpreta o terrível Pedro em Mundo ao Contrário, uma personagem que o próprio define como «multifacetada» e que lhe está a dar muito gozo. Os comentários na rua são cada vez mais frequentes – palavras como «Ai que malandro, é tão mauzinho!» já começam a soar no ouvido do ator. E é em entrevista ao A Televisão que Diogo Infante conta como está a correr este novo projeto na TVI, não esquecendo também de comentar outros marcos importantes da sua carreira. Para ler de seguida…

[quote][A ficção em Portugal] está mais profissional e competente[/quote]

Qshsjyz A Entrevista - Diogo InfanteA Televisão – Qual a razão da sua ausência tão prolongada do mundo da representação?

Diogo Infante – Estive ocupado com projetos de outra natureza, nomeadamente a direção artística do Teatro Municipal Maria Matos e depois o Teatro Nacional D. Maria ll. Foram projetos de grande responsabilidade e muito desafiantes, dos quais me orgulho muito, que me deram muito prazer e posso dizer que aprendi imenso.

E qual a sensação de regressar agora ao mundo das novelas?

É uma sensação muito agradável porque, não sendo um mundo que me é estranho, sinto que cresceu. Está mais profissional, mais competente e tenho sido muito bem recebido.

Como surgiu o convite para fazer parte do elenco de Mundo ao Contrário?

Pela mão da Plural. Creio que à TVI lhes agradou a ideia e a mim o projeto também. Estavam assim reunidas as condições para o meu regresso.

Conte-nos quem é o Pedro, a sua personagem nesta trama.

É um gestor ambicioso e implacável, que esperou anos pelo momento certo para dar o golpe que lhe daria o poder que desejava. E, com isso, obter o reconhecimento e prestígio que lhe faltava, nomeadamente por parte da mulher. Tem um sentido de família algo estranho, porque usa a sua influência para acossar a família, embora se preocupe genuinamente com os filhos. Tem várias amantes que lhe satisfazem um grande apetite sexual. É sobretudo uma personagem rica, multifacetada, que me permite desenvolver um trabalho que me está a dar muito gozo.

É, portanto, um vilão. Acha que vai gerar ódio entre o público?

Sinceramente, espero que o público consiga separar as “águas”. Mas suponho que se as pessoas me odiarem é porque devo estar a fazer bem o meu papel!

É agradável contracenar com Margarida Marinho?

Muito fácil, muito bom mesmo. Conhecemo-nos há bastantes anos e trabalhámos várias vezes juntos. Creio que temos um forte entendimento, que espero se traduza numa química que valorize o conflito das personagens.

Na história, a personagem desta atriz – a Constança – ainda vai sofrer muito com as investidas de Pedro, certo?

Não posso adiantar muito. Mas a relação deles é um dos motores da narrativa e é natural que venha a sofrer várias cambiantes, uma vez que a novela está a ser escrita à medida que vai sendo gravada.

Com o seu regresso à ficção, tem sido mais abordado na rua? Que comentários ouve?

Já sinto uns sorrisos e comentários do género: «Ai que malandro, é tão mauzinho!».

Está confiante quanto ao sucesso da novela?

Penso que a novela tem tudo para correr bem: um excelente elenco e uma história forte e atual. Mas a única coisa que posso garantir é o nosso compromisso em darmos o nosso melhor!

[quote]As audiências são falíveis. Há várias empresas a fazerem as medições e não são consensuais[/quote]

E no que toca às audiências: é um tema que lhe preocupa?

Não particularmente. Penso que são falíveis, até porque há várias empresas a fazerem as medições e não são consensuais. Por outro lado, quantidade nem sempre é sinónimo de qualidade, por isso preocupo-me sobretudo em fazer um bom trabalho e esperar que o público o reconheça.

Tem acompanhado os episódios de Mundo ao Contrário?

Interessa-me ver o resultado do que estamos a fazer, até porque há pequenas coisas que podemos ainda alterar e melhorar. Para já, estou a conseguir acompanhar e, quando não vejo em direto, vejo na internet.

«Há pequenas coisas que podemos ainda alterar e melhorar» – isto significa que é crítico relativamente ao seu trabalho?

Muito. Claro que vejo para lá do espectador comum e tento não só ter uma visão global do trabalho, mas perceber se o que pensei fazer numa determinada cena teve depois a leitura que desejava.

Falemos agora da concorrência. Como avalia o desempenho da SIC em novelas recentes como Laços de Sangue, Rosa Fogo e Dancin’ Days?

Acho que todos beneficiamos de uma concorrência saudável. O sucesso que têm alcançado é um estimulo para que todos sejamos mais exigentes e possamos fazer melhor.

E com o final das gravações de Mundo ao Contrário (que ainda se prevê longe de acontecer), pretende continuar a fazer novelas?

Para já, tenho em carteira um projeto teatral que deverá estrear em março de 2014 no Teatro S. Luís. Além disso, também estou a coordenar um curso de formações de atores na ETIC, que abrirá novamente audições no próximo verão. Não ponho de lado a possibilidade da fazer mais televisão, mas dependerá necessariamente dos projetos em questão.

Falando em teatro, o Diogo faz parte da peça Preocupo-me, Logo Existo!. Como está a correr este projeto?

Muito bem. Trata-se de um monólogo humorístico, que estreou em Lisboa no ano passado, com muito sucesso. E, depois de uma digressão nacional durante nove meses, irá regressar ao Cinema São Jorge a partir de julho.

Duas áreas distintas: teatro ou televisão – onde se sente mais à vontade?

No teatro, sinto-me em casa. Tenho espaço e tempo para me questionar de forma mais profunda. Na televisão, estou perto do grande público e o ritmo intenso obriga a uma grande ginástica mental, que é um ótimo exercício para um ator.

Nbi9Gho A Entrevista - Diogo InfanteQual o momento mais marcante que viveu em televisão?

Creio que a Banqueira do Povo, dirigida por Walter Avancini, terá sido um momento determinante para mim. Deu-me a possibilidade de, aos 24 anos, trabalhar com alguns atores extraordinários e de me dar a conhecer ao grande público.

Que sonhos estão por concretizar?

Ainda não consegui realizar um filme como gostaria e parece-me que com o atual cenário de crise ainda vou ter que aguardar mais uns anos antes de poder realizar esse sonho!

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[box_light]O programa de Diogo Infante – Cuidado com a Língua! – está em votação nos Prémios A Televisão 2013, na categoria de Melhor Programa de Entretenimento[/box_light]

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