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A Entrevista

A Entrevista – Cristina Homem de Mello

Cristina A Entrevista - Cristina Homem De Mello

Cristina Homem de Mello ainda pode ser vista na novela Santa Bárbara, da TVI, mas a partir desta segunda-feira, dia 9, e com a estreia de Rainha das Flores, vai também estar, em simultâneo, na ficção da SIC. Por quem vai torcer nas audiências? A resposta é óbvia, garante a atriz ao site A Televisão.

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Depois de Santa Bárbara, na TVI, está de volta à ficção da SIC, em Rainha das Flores. Como define a sua nova personagem?

Eu sou a Rute e, mais uma vez, mãe de família e um pilar. Sou mãe do Gonçalo Diniz e do Marco Delgado. Mas, eu gosto dessa posição de mãe e de defender as coisas que são importantes e válidas na vida. Fora isso acho que é uma personagem muito gira.

Há muito pano para mangas?

Muito! Ela é pintora e professora. Vai ter alunos de 18, 19 e 20 anos que fazem grafitis. É todo um mundo novo. O que me agrada na vida é quando achamos “Ok, já cheguei a este patamar, agora vou ficar aqui tranquila”, mas acontece qualquer coisa que nos obriga a dar uma reviravolta. E acho que esta personagem é um bocadinho isso. É uma mulher com um casamento duradouro, filhos criados, um neto, já na reforma, uma casa boa…mas acontece algo. Ainda assim, ela depois tira partido disso. E eu gosto de dizer às pessoas para tirar partido sempre da reviravolta que a vida nos dá. Às vezes há reviravoltas boas, outras vezes menos boas, mas é preciso ter sempre a capacidade de tirar partido!

E como está a ser este regresso à SIC? Os seus últimos trabalhos foram para a TVI [Mulheres e Santa Bárbara]

É sempre bom mas o “regresso à casa” é um título que já não corresponde porque eu tenho várias casas. E fico feliz por ser bem acolhida quando volto a uma delas. Sinto-me em casa.

Foi a personagem que a fez aceitar o convite da SIC? 

Eu não quero ser mal interpretada e fico muito contente que a SIC me queira. É um posicionamento e não uma estratégia. Eu quero que, enquanto atriz, seja uma mais-valia no mercado e foi para isso que eu trabalhei nos últimos 30 anos da minha vida. E esse reconhecimento por parte da SIC faz-me muito feliz.

Mas depois destes projetos na TVI, esperava o convite para regressar às novelas da SIC? 

Não esperava. Pelo menos, não tão rápido.

Foi um convite «tão rápido» que, se calhar, não teve muito tempo para descansar…

Eu gosto de trabalhar. Gosto de estar com as pessoas. Tenho um núcleo com pessoas que adoro: o Gonçalo Diniz, o Marco Delgado, o Ricardo Carriço, a Marina Mota. Está tudo assim em polvorosa. Queremos começar a trabalhar, a contracenar e a inventar coisas. Criaram-se logo ali [nas gravações] muitas energias e brincadeiras. Nós temos de estar habituados a isso enquanto atores.

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Como é que vê esta aposta da SIC em duas novelas portuguesas no horário nobre? 

É maravilhoso! Acho que eventualmente é uma evolução natural.  Após alguns anos a consolidarem várias equipas, acho que é natural. O que eu gostava mesmo era uma aposta em séries bem pensadas nos próximos 5 anos. Não é preciso ser uma coisa que encha o olho, mas sim bem pensado, bem estruturado e personagens bem delineadas. É um desafio que eu adorava. A RTP já começa a ir por esse caminho. E as coisas estão a crescer, o público também cresce e as suas exigências também crescem.

Também é bom para os atores que assim têm mais trabalho. 

Eventualmente pode ter várias leituras, mas assim a primeira que me surge é que é muito bom. Há duas estações de televisão que estão a fazer um trabalho de qualidade e realmente o mercado em Portugal não é muito grande, mas saindo desta crise, e preparando eventualmente a saída desta crise, as coisas vão melhorar. Temos outro canal, a RTP, a investir noutro tipo de ficção e depois a internacionalização, porque não?

Estamos no bom caminho. Isto avaliando as nomeações e vitórias que a nossa ficção já conta nos Emmys.

É bom para o currículo mas depois se calhar há que investir para criar essa apetência.

No caso da novela Mulheres, sente que esta foi maltratada pela TVI devido, por exemplo, às várias mudanças de horário? 

Sinto! Para ser honesta sinto. Foi um núcleo de trabalho fabuloso, eram questões importantes, eram mulheres fabulosas no elenco. É completamente desmotivante, mas são questões que nos ultrapassam.

A nomeação de Mulheres nos Emmys foi uma «chapada de luva branca» para a TVI? 

Foi! Para a TVI ou para quem decidiu [as estratégias seguidas]. Não é a TVI no seu total. Acho que provamos desde o início que era um projeto bom e muito válido. Esta questão das audiências é sempre há procura de públicos-alvo e publicidade. Se calhar Mulheres era para um público-alvo e um target publicitário não propriamente do Continente mas do Mercedes [risos].

Que importância dá às audiências?

Nada! [risos] Porque a mim o que me interessa é acordar de manhã entusiasmada e dar tudo o que tenho enquanto atriz e enquanto pessoa que forma uma equipa. Eu não vou ser melhor atriz se as audiências forem melhores.

Mas não é desmotivante saber que um projeto não está a correr tão bem nos números?

Nós trabalhamos da mesma maneira quer o público esteja lá quer não esteja. Agora nós dependemos do trabalho de uma equipa e obviamente que temos confiança nas lideranças de cada área. Portanto, se o projeto não está a captar aquilo que se pretendia, obviamente que temos confiança em quem escreve e em quem lidera para fazer essas alterações. Pelos vistos no caso de Santa Bárbara resultou.

Para terminar, vai agora torcer por Santa Bárbara ou Rainha das Flores

[risos]. Eu quero ser considerada uma mais-valia para quem quer que seja que me convide. Portanto, nesse sentido, é óbvio que vou torcer por Rainha das Flores, assim como já torcei por Santa Bárbara cujo trabalho está concluído. Agora vou torcer e dar tudo o que tenho para este novo projeto.

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