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A Entrevista

A Entrevista – Bruno Cabrerizo

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A sua simpatia, os olhos verdes e a imagem de homem latino depressa se impuseram por cá. Bruno Cabrerizo tem 36 anos e nasceu no Rio de Janeiro. Veio para Portugal em outubro passado e desde março começou a brilhar no pequeno ecrã. Estreou-se na ficção portuguesa como professor de dança na novela da TVI A Única Mulher e, ao mesmo tempo, conquistou audiências no programa Dança com as Estrelas. «Estar no ar de domingo a domingo durante todo esse tempo sem dúvida foi a alavanca que me deu todo esse reconhecimento», disse o ator que agora tem estado a apoiar os mini talentos do Pequenos Gigantes.

Como é que um brasileiro com raízes italianas vem parar a Portugal?

Tenho uma agência aqui em Portugal [Karacter] e já estavam trabalhando o meu nome há pelo menos um ano e meio. Quando apareceu o Santiago, n’A Única Mulher, eles me ligaram e pediram para mandar um vídeo de apresentação. Após isso começou todo o processo de casting até eu ser escolhido.

Querias ser jogador de futebol, mas agora és ator n’A Única Mulher, a tua primeira novela em Portugal. Em que momento percebeste que querias ser ator?

Desde pequeno acompanhava minha avó, que era uma atriz circense, nos bastidores do circo. Lembro-me de criar espetáculos com meus primos e irmãos e apresentar aos parentes durante as festas de família. Acredito que já tinha esse desejo intrínseco mas acabei optando pela carreira esportiva, que me deu a minha formação como homem.

Estás num circuito muito competitivo.

Sim, a carreira artística é muito concorrida. Precisa fazer formação e perseverar. Assim, quando chegar o teu momento não vais ser pego desprevenido. E depois tem o fator sorte, mas tenho a certeza que a sorte só bate na porta de quem faz essas duas coisas. Não acredito em acaso.

Chegaste à TVI e conquistaste os portugueses com o teu trabalho. Estavas à espera desta receção quando aceitaste vir para cá?

Sinceramente não esperava. Sabia que A Única Mulher seria uma grande produção e tinha tudo para ser um sucesso mas não imaginava fazer o programa Dança com as Estrelas ao mesmo tempo. Acho que esses dois fatores juntos facilitaram muito essa grandiosa receção. Foi a melhor maneira possível para ser apresentado ao povo português. Estar no ar de domingo a domingo durante todo esse tempo sem dúvida foi a alavanca que me deu todo esse reconhecimento.

Quais têm sido os teus maiores desafios em termos profissionais e pessoais?

A novela tem sido um grande desafio em termos profissionais. Gravamos muito e num ritmo forte, às vezes até mesmo em cima da emissão. Isso exige muito do ator, principalmente a nível de concentração. Vale lembrar que todos nós temos uma vida fora dali, por isso, em termos pessoais a parte mais difícil é gerir a saudade que tenho dos meus filhos. Eles são a minha razão de viver, o meu tudo.

A gravar desde dezembro de 2014, que balanço fazes do desafio A Única Mulher?

Muito positivo. Estamos sempre a brigar pela liderança contra uma novela de qualidade que já estava no ar há seis meses [Mar Salgado], por isso, já tinham um público consolidado. Estamos todos muito contentes e orgulhosos.

Como descreves o teu personagem, o Santiago Ortiz, professor de dança do Estúdio 7?

Trabalhador, sonhador, íntegro e, infelizmente, às vezes é cabeça dura. Poderia fazer vários elogios mas sou suspeito porque adoro o Santiago.

Qual foi para ti a cena mais difícil na novela?

Todas as cenas têm o seu grau de dificuldade. Mas teve uma específica onde pela primeira vez tive que levantar a voz aos pais da Francisca [Kelly Bailey] e dizer verdades sobre eles. Confesso que fazer essa cena tendo José Wallenstein e Alexandra Lencastre na minha frente, e sendo quem eles são, me colocou em uma situação de desconforto.

Fazes par romântico com a Kelly Bailey. Achas que a atriz tem um futuro promissor na representação?

Sem dúvida, tem um grande futuro pela frente! Ela cresceu muito a nível profissional desde o início da novela. É muito dedicada e atenta aos pormenores.

Que atores mais admiras em Portugal?

Estou há dez meses em Portugal e tenho visto muitos espetáculos teatrais em Lisboa. Acompanho também o trabalho de colegas nas novelas que passam nos vários horários e posso dizer que Portugal está muito bem servido no campo da representação. Portanto, escolher nomes é uma tarefa impossível.

A Única Mulher aborda temas fortes, que são preconceito e tabu em Portugal. Tendo em conta que és um brasileiro que saiu do seu país para procurar um futuro melhor, já sentiste algum tipo de preconceito?

Falar sobre preconceito é tabu em qualquer lugar do mundo. Ele existe em todos os lugares, infelizmente. No meu país de origem (Brasil) também existe muito preconceito com relação aos negros, por exemplo. E a coisa mais engraçada é que somos fruto de uma miscigenação cultural incrível. Enfim, é uma mau que temos que combater constantemente através da educação, integração  e aceitação do diferente.

Que feedback tens recebido relativamente à tua prestação na novela?

Felizmente tem sido quase sempre positivo.

E críticas, deixas-te influenciar por elas?

As críticas chegam, e se não chegam eu pergunto o que estão achando. Pergunto principalmente a quem trabalha connosco no dia a dia. Trabalhamos juntos e temos que aceitar as dicas de quem tem uma visão externa e na maioria das vezes mais experiência, até porque faz parte do crescimento profissional de cada um de nós.

Além da novela, integras agora a equipa de mentores do Pequenos Gigantes. É a primeira vez que trabalhas com crianças?

Sim, é a minha primeira vez e estou adorando.

Tens-te emocionado muito?

Me emociono quando os vejo atuando. Acho lindo a pureza deles e a maneira focada que encaram os desafios, mas sem nunca perder aquela inocência típica das crianças.

Noto que tens um lado babysitter.

Acho que é porque tenho filhos, por isso, me vem naturalmente isso.

Deve ser terrível dizer «não» a uma criança…

Nada fácil. Quando fizemos o casting tive muita dificuldade. A primeira criança que tive que dizer «não» demorei quase cinco minutos porque não conseguia achar as palavras corretas e objetivas para que ela entendesse que não iria seguir adiante no programa. Comecei a enrolar e a me perder nas minhas próprias palavras. Não gosto nem de lembrar!

É motivante estar ligado a um projeto líder de audiências?

Faço sempre o meu melhor, que depois somado ao melhor de cada integrante do programa vai dar a conta final. Por enquanto a conta tem sido sempre positiva, e isso é maravilhoso.

O programa esteve envolvido numa grande polémica, porque a TVI decidiu «engavetar» a primeira temporada e dar prioridade a esta edição em direto. O que pensas sobre isto?

Não sabia nada sobre isso. Estou sabendo por vocês. Vou-me informar e na próxima entrevista posso te dizer algo com mais clareza.

Em 2011 conquistaste o terceiro lugar na versão italiana do Dança com as Estrelas e este ano ficaste em segundo lugar na versão portuguesa. Qual a sensação de «morrer na praia»?

Pois, terceiro lugar na versão italiana, segundo lugar aqui em Portugal e ainda esqueceste de mencionar o segundo lugar na versão italiana do Splash! (talent show de saltos ornamentais). Poderia dizer que a sensação de «morrer na piscina» eu já tive, principalmente quando tive que pular da altura de 10 metros. E acredita em mim: não é a melhor da sensações! [risos] Brincadeiras à parte, não ligo pra isso. Sempre entrei nesses programas para me divertir, por isso, a colocação era a menor das minhas preocupações.

Será que o público penalizou-te por não seres português?

Tenho a certeza que não. Se não não teria chegado até a final. Além disso, a Sara Prata dançava muito melhor do que eu. Foi uma justa vitória.

Mas não era importante para ti ficares em primeiro lugar?

Nada. Como eu disse à bocado: entrei para me divertir e dei o máximo. Aliás, na final foi o momento onde mais me diverti. Fiz coisas que ninguém esperava, até porque não avisei ninguém. Combinei somente com alguns operadores de câmera antes. Assim, quando chegasse o momento, eles já estavam prontos para registrar o ocorrido.

Quais as maiores diferenças entre o Ballando con le Stelle e o Dança com as Estrelas?

O português puxa mais pelo moderno e contemporâneo, começando pelo estúdio, luzes e escolha das músicas. O italiano é mais tradicional e além disso tem uma banda que toca ao vivo durante as apresentações dos concorrentes, e isso influencia bastante no desempenho dos mesmos.

Achas que tens talento para a dança ou é somente muita força de vontade?

Eu sou muito ruim a dançar. Tenho uma coisa de bom, aliás, duas: tenho um bom senso de ritmo e sou muito esforçado. Treino muito, muito, muito.

O que é que este concurso de dança representou para ti?

O Dança com as Estrelas representou um turbilhão de emoções. Três meses muito intensos da minha vida onde aprendi muito, seja a nível de dança, seja a nível humano.

Com tanto trabalho, como é um dia típico na tua vida?

Durante a semana estou sempre a gravar a novela, mas sempre que posso dou um pulo à praia para jogar Futvolei. E fim de semana, tenho ido fazer o Pequenos Gigantes e, de acordo com o tempo livre que tenho, tento sempre fazer um pouco de esporte.

Ser considerado um dos homens mais bonitos e sexy na atualidade ajuda ou atrapalha?

Quem é um dos homens mais bonitos e sexys da atualidade? Eu??? [risos] Adoroooo!!!

O facto de seres um homem bonito, sempre sob escrutínio do público, traz uma pressão acrescida?

Acho isso muito engraçado. Existem homens e mulheres bonitas em todos os cantos de Portugal, por isso, acho impossível existir uma lista com um grupo seleto de nomes. A beleza abre portas, sem dúvida, mas depois para aguentar a pressão e cobranças tem que se trabalhar muito para demonstrar que vales.

Sentes que estás numa fase de afirmação?

Sinceramente não sei se estou numa fase de afirmação. Sinto que estou feliz e satisfeito com o meu percurso em Portugal. Espero que tudo isso seja somente o início de uma longa estrada a percorrer.

Enquanto ator, que sonho tens para ti?

Poder desempenhar papéis diferentes ao longo de toda a minha carreira. É tão bom poder dar vida a personagens completamente diferentes de nós mesmos. Gosto muito do género policial. Adoro aquelas séries americanas. A última que fiquei vidrado foi Chicago Fire. Acho que seria um grande mimo se um dia tivesse essa oportunidade.

A imprensa noticiou que vais entrar n’A Quinta. Aceitarias participar num reality show?

Nunca digo nunca para nada, mas nesse caso acho difícil. Até porque gravo a novela todos os dias e pelo menos até fevereiro vou estar ocupado.

Tens saído várias vezes com a Teresa Guilherme. Como é a vossa relação?

Eu e a Teresa temos uma relação de amizade. Nos conhecemos quando ela me convidou pra ser padrinho do Alto do Pina nas Marchas de 2015. É uma mulher muito inteligente e competente no seu trabalho. Além disso, é muito divertida, dou muitas risadas com ela.

Vocês estão a preparar alguma coisa…

Na questão trabalho não estamos a preparar nada, por enquanto…

Esperas que A Única Mulher seja o primeiro de muitos projetos em Portugal?

Espero que sim. Por enquanto estou construindo a base, mas quem sabe mais adiante vou poder criar raízes por aqui. Como se diz em italiano: «Non parlo di progetti futuri perche porta sfiga» [Não falo sobre o futuro, porque dá azar].

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