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Tomás Adrião lança novo single: “Tem um bocadinho mais de mim”

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Apaixonado pela música desde pequenino Tomás Adrião sagrou-se vencedor da edição 2017 do The Voice Portugal. Desde aí não deixou de trabalhar e já lançou dois singles. Se A Vontade foi uma experiência, Perdido é a primeira oportunidade para mostrar quem é…através da música. A sua carreira ainda agora começou mas a promessa está feita: da parte dele só poderão esperar coisas novas.

A Televisão – O Tomás ficou conhecido do público português devido à sua participação no The Voice Portugal em 2017, no entanto, quem era o Tomás antes do concurso televisivo? O que fazia, o que gostava de fazer…?
Eu estudava Artes Visuais, então tinha talvez a ideia de estudar algo relacionado com isso. Talvez Design…Mas, entretanto, já tocava em bares por isso tive sempre a música como objetivo. Mas depois do programa esse sonho tornou-se mais uma ambição. Então deixei aquilo que eu achava que era um plano mais seguro para um plano talvez secundário mas que agora é o meu primeiro. É, agora, a minha primeira opção e a minha prioridade.

Então pode-se afirmar que o gosto pela música nasceu consigo e foi crescendo ao longo dos anos?
Eu comecei a estudar música aí com os meus 3 anos, num conservatório. E depois, pronto, fui tocando em alguns projetos, em algumas bandas…até que comecei a escrever as minhas primeiras músicas. Mas a música sempre esteve presente. Não foi uma coisa repentina. Acho que, desde que me lembro, que toco.

“Pensei que se eu participasse no The Voice podia ter mais bares onde tocar”

Como é que surgiu esta participação no The Voice Portugal?
Na altura foi porque eu tocava em bares e pensei que se eu participasse no The Voice podia ter mais bares onde tocar porque ia ficar mais conhecido, porque ia passar uma ou duas fases. Mas depois acabei por ganhar e o meu objetivo mudou um bocado, e as minhas ambições também.

Embora partisse com a ideia de que iria passar apenas uma ou duas fases, a verdade é que o Tomás foi vencendo prova a prova, gala a gala…até se sagrar vencedor. Ao longo do programa as expectativas foram mudando?
Mais ou menos. Eu não costumo ter muitas expectativas das coisas. Tento sempre ter os pés muito bem assentes na Terra. Porque, lá está, para mim a música é um trabalho igual aos outros e temos de ir passo a passo. Por isso na altura foi bom porque tive reconhecimento do público mas sabia que havia muito trabalho a percorrer até chegar onde quero chegar.

“Temos ali uns dois minutos para tocar e cantar e nunca se sabe se os mentores vão virar”

Quem assiste ao programa vibra muito com as provas mas não consegue sentir o mesmo que vocês sentem quando estão em palco. Qual é a sensação de, na Prova Cega (por exemplo), ver uma ou mais cadeiras se virarem?
É assim, eu nunca pensei que virassem. A certa altura achei mesmo que não iam virar. Mas depois quando uma virou fiquei super entusiasmado. Ainda por cima era a mentora que eu iria escolher se, num cenário hipotético, virassem os quatro. Por isso tive muita sorte, digamos. É muito difícil. Temos ali uns dois minutos para tocar e cantar e nunca se sabe se os mentores vão virar, ou não. É muita emoção.

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Portugal está cheio de talento e há imensos jovens, como o Tomás, que gostariam de experimentar a aventura de um programa de televisão. Que conselhos pode dar a quem quer tentar a sua sorte?
O conselho que posso dar é serem eles próprios. Não se iludirem porque aquilo é um programa de televisão e tem um tempo de antena. Quando estamos lá parece que tudo é glamoroso mas depois voltamos à vida real. E o conselho que dou é terem os pés assentes na Terra porque tudo acontece mas não quer dizer nada. Temos que trabalhar. O programa é uma boa janela mas o objetivo é mesmo passar por ela.

“O The Voice são os Morangos com Açúcar dos músicos.”

O The Voice tem tido edições novas todos os anos. Acha que o formato se esgotou ou continua a ser importante e indispensável para a televisão portuguesa e o universo da música nacional?
Cada vez mais estão a nascer novos artistas que vêm de lá. Hoje em dia a maior parte dos artistas portugueses que têm grande nome vieram de talent-shows. Eu não tenho nenhum preconceito por este tipo de programas até porque eu vim de um deles. Temos grandes nomes da música portuguesa que começaram aí: Diogo Piçarra, Carolina Deslandes…Todos começaram nestes programas e hoje são os artistas que são, não é? Por isso eu continuo a achar que é um formato que está a ter sucesso. Para mim acho que o The Voice são os Morangos com Açúcar dos músicos.

Depois do concurso o Tomás lançou-se, oficialmente, no universo da música com o single A Vontade. Teve, aliás, oportunidade de o dar a conhecer no palco do The Voice 2019. Como tem sido o feedback dos fãs relativamente a este projeto?
Até correu bem para primeiro single, acho. Passou nalgumas rádios, como a Comercial. Mas não era bem esta sonoridade que eu estava ainda à procura. Foi uma música que nasceu mas que eu acho que, se fosse hoje, eu não lançava consoante o disco que tenho. Porque estive durante estes últimos dois anos a tentar criar a minha sonoridade e identidade, que é o mais difícil acima de tudo. Este novo single, por exemplo, já é muito mais a minha cara. Mesmo que não tenha ‘sucesso’. Porque o sucesso é uma coisa pessoal. E sucesso pessoal já tenho: sou eu que estou feliz pelo que fiz. A Vontade foi um começo que vai estar também no disco e vai fazer sentido no tema geral do mesmo.

“A sonoridade está muito distante do primeiro single, mas ao mesmo tempo tem um bocadinho mais de mim.”

O single Perdido tem, como estava a dizer, um bocadinho mais a ver consigo. Para as pessoas que ainda não tiveram oportunidade de o ouvir o que é que podem esperar deste single?
Eu acho que, acima de tudo, pelo que estou a perceber das pessoas que já ouviram, vão-se surpreender. A sonoridade está muito distante do primeiro single, mas ao mesmo tempo tem um bocadinho mais de mim. Eu se calhar nunca tinha demonstrado. Nesta letra falo muito de coisas pessoais. É uma história pessoal: sobre a minha vida, sobre os meus sentidos…

Embora nem sempre o tenha feito durante o concurso, no que diz respeito aos seus singles o Tomás optou por cantar em português. Por algum motivo em especial?
Eu canto em português porque é a minha língua, porque gosto e porque acho que é uma das línguas mais bonitas que existe no mundo. E porque é a língua com que mais me identifico. Porque falo todos os dias, penso com essa língua…e acho que, para ser o mais verdadeiro possível, tenho de ser o que eu sou diariamente também. Se diariamente falo em português, vou cantar em português também. E, no fundo, é-me mais fácil escrever na minha língua que noutra qualquer.

“O maior obstáculo é o medo de ouvir coisas novas. (…) Da minha parte as pessoas podem esperar só coisas novas”

Portugal é um país pequeno e algumas áreas que dizem respeito às artes apresentam bastantes obstáculos para aqueles que nelas querem entrar. Quais as maiores dificuldades que tem sentido enquanto músico em Portugal? Há algo que o deixe apreensivo para o futuro?
Eu acho que a maior dificuldade é o mercado ser pequeno e haver muita oferta. Ninguém se deve atropelar. Eu, pelo menos, a única competição que tenho é comigo mesmo. E mesmo assim consigo perder (risos). Por isso acho que as pessoas têm de estar mais abertas a coisas diferentes, a coisas novas. Não se podem fechar onde se sentem confortáveis. Eu percebo que seja mais fácil. Eu às vezes também só ouço aquilo que gosto e aquilo que conheço. Mas acho que o mercado é pequeno para a muita variedade que existe. Por isso torna-se difícil passar na rádio ou noutras plataformas onde as pessoas ouvem música. Acho que o maior obstáculo é o medo de ouvir coisas novas. Acho que é por aqui. Da minha parte as pessoas podem esperar só coisas novas.

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