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RTP2 aposta em documentários nacionais

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A RTP2, irá apostar toda esta semana, na exibição de documentários portugueses na faixa das 23h30, de segunda a sexta-feira. Todos eles foram produzidos entre 2007 e 2012.

A começar a semana, o canal irá emitir o documentário de Rui Simões «As Ruas da Amargura», sobre os sem-abrigo em Lisboa, e que, como ponto de partida, tem um olhar equidistante entre o sem-abrigo e o voluntário que o tenta ajudar nesse lugar de passagem e permuta de desafeto que é a rua. Este filme documental teve apoio do ICAM e foi cofinanciado pela RTP e Fundação Calouste Gulbenkian.

Na terça-feira,  «A Cidade dos Mortos», no Cairo, é a maior necrópole do mundo. Um milhão de pessoas vivem dentro do cemitério – em casas tumulares ou nos edifícios que cresceram em redor. Dentro do cemitério há de tudo: padarias, cafés, escolas para as crianças, teatros de fantoches… A Cidade dos Mortos estende-se por mais de dez quilómetros ao longo de uma autoestrada, mas não deixa de ser uma aldeia, com mães à caça de um bom partido para as filhas, rapazes a correr atrás das raparigas, disputas entre vizinhos. O documentário foi realizado por Sérgio Tréfaut e produzido pela Faux e Atico Siete.

«Sombras», é o documentário que poderá ver na quarta-feira, a história de uma obsessão pessoal. Um homem silencioso, de instinto vulcânico e visionário, habita num velho casarão com a sua empregada e o seu motorista. Acordado de um longo sono sai de casa e percorre num automóvel estradas e caminhos. O espírito desse homem, acossado por vultos e fantasmas, vagueia sonâmbulo e disperso por entre a densa bruma de uma floresta. Projetada na paisagem magnética, a sua sombra vai imaginando personagens, espectros desgrenhados que passam fantasmagoricamente pelo mundo, e vivem, para sempre, nos seus atos e palavras.  Realizado e criado  por João Trabulo e produção da Periferia Filmes, o documentário é de 2007 e passa também às 23h30.

Quinta-feira, a obra realizada por Jorge Silva Melo e produzida pelos Artistas Unidos e Manuel João Águas, «Álvaro Lapa: a Literatura» leva-nos numa viagem entre Viseu e Lisboa, Jorge Silva Melo reconstitui para o ator Pedro Gil a sua relação com Álvaro Lapa, as entrevistas que realizou com o artista, os anos passados a ver crescer uma das obras mais singulares da arte portuguesa. E a questão: o que é a literatura? Uma demorada viagem iniciática em que se revê toda a obra pictórica e literária e que termina com a declaração de Álvaro Lapa: “Disponível, disponível é a juventude. Mesmo que seja incapaz, incompetente, estouvada, destrutiva. Mas é disponível”.

A terminar a semana, a RTP2 exibe «Cama de Gato», realizado por Filipa Reis e João Miller Guerra, com produção de Daniela Soares e autoria de Pedro Pinho. Este documentário foi galardoado com o Prémio Pixel Bunker para Melhor Curta Metragem Portuguesa. Na sinopse do documentário: “As coisas acontecem, sucedem e a gente aproveita ou não. Há um jogo de meninos que, em Portugal, se chama cama de gato: os meninos atam um cordel em círculo, depois fazem assim com a mão, vem outro e faz uma complicação qualquer, mete o dedo faz outra complicação, vem outro ainda e quanto aos dedos faz assim e tira, e forma outra figura. Este jogo chama-se cama de gato. Então, eu acho que na vida o que há, é um jogo perpétuo de crianças com a cama de gato, que a vida vem de vez em quando e apresenta-nos o problema, olhamos e vemos como é que havemos de tirar, depois metemos os dedos, fazemos assim e sai outra coisa. É que toda a nossa habilidade é tornar a ser crianças para ver como é que sai a cama de gato.”

Estes documentários terão exibição de segunda a sexta-feira, às 23h30, na RTP2.

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