RTP

Marcelo Rebelo de Sousa emite comunicado por causa de notícia da RTP

Sexta às 9 da passada sexta-feira, dia 2 de novembro, foi sobre a polémica do roubo das armas de Tancos. Durante a reportagem, Marcelo Rebelo de Sousa foi acusado de saber do encobrimento das armas.

Esta segunda-feira, dia 5, o Presidente da República emitiu um comunicado sobre a reportagem da RTP.

«O Presidente da República acaba de emitir esta nota 3 dias depois da investigação do Sexta às 9 ter revelado que as informações da PJM sobre Tancos foram sucessivamente reportadas a Belém através do ex-chefe da Casa Militar. Como dissemos, e reafirmamos, os documentos circularam sempre oficiosamente. Daí que não haja registo oficial de qualquer documento ou memorando em nenhum ministério ou gabinete», escreveu na página de Facebook do programa Sexta às 9.

«Nota da Presidência da República
Sobre a matéria objeto do programa da RTP “Sexta às 9”, do passado dia 2 de novembro, cumpre esclarecer o seguinte:

1.º O Presidente da República nunca recebeu o Diretor da Polícia Judiciária Militar ou qualquer elemento dessa instituição. O Diretor encontrava-se na visita a Tancos a 4 de julho de 2017, visita essa durante a qual o Presidente percorreu, com as entidades presentes, circunstanciadamente, a área em causa e teve uma reunião com todos os responsáveis. Não teve qualquer reunião bilateral com nenhum deles.

2.º – Nenhum membro da Casa Civil ou da Casa Militar falou ou escreveu ao Presidente da República sobre a operação da descoberta das armas de Tancos, antes de ela ter ocorrido. Nem tão pouco falou ou escreveu sobre a operação, depois de vinda a público, nomeadamente como sendo ou podendo vir a ser ilegal ou criminosa, incluindo quaisquer memorandos ou referências a reuniões com eles relacionados.

3.º – Não existe na Casa Civil ou na Casa Militar da Presidência da República qualquer documento relativo a operação de recuperação das armas de Tancos, antes ou depois de ter ocorrido, incluindo quaisquer memorandos ou referências a reuniões com eles relacionados.

4.º – Não existe registo de qualquer estafeta da Presidência da República a entregar ou receber documentação da ou na Polícia Judiciária Militar.

Palácio de Belém, 5 de novembro de 2018»

Horas depois, surge uma nova publicação na mesma página com mais um esclarecimento.

«O jornalismo deve comportar-se sempre com seriedade.

A propósito da nota emitida pela Presidência da República sobre a reportagem de investigação que apresentei na passada sexta-feira, alguns órgãos de comunicação social têm reproduzido factos falsos que eu nunca ventilei.

Cumpre-me por isso mostrar as diferenças porque quem trunca serve os interesses de quem não deseja ver a verdade esclarecida:

“A reportagem da RTP avançava na passada sexta-feira que a Casa Militar da Presidência da República tinha conhecimento do “encobrimento” no caso de Tancos, através de vários contactos entre o então responsável da Casa Militar e o ex-Diretor da PJM. “
Este parágrafo escrito no Observador é completamente falso!

O Sexta às 9 disse, e mantém, que o diretor da PJM e o chefe da Casa Militar da Presidência à época mantiveram contactos antes e depois da recuperação das armas!
Que durante esse período um estafeta fazia circular informação entre os dois gabinetes.
E tão só.
À pergunta se tinha dado ordens para um estafeta ir à PJM, o ex-chefe da Casa Militar de Belém respondeu “não me recordo”.
À questão do estafeta, a Presidência 3 dias depois esclarece que “não há registo”.
Factos são factos.
E têm de ser apresentados com clareza.
Sempre!
Seja sobre quem for.
Porque a verdade não tem dono.»

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