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‘Linha da Frente’ mostra o impacto da pandemia na vida dos artistas portugueses

Filipe-La-Feria
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O impacto da pandemia na vida dos artistas portugueses na reportagem Miséria Dourada.

Muitos dos artistas em Portugal ficaram sem salário num dos momentos mais difíceis para quem vive das Artes e dos Espetáculos. No Linha da Frente desta semana falamos com alguns deles.

A cantora Dora vive dias difíceis, tal como outros artistas. Está sem trabalho há três meses. “A pandemia veio expor realmente o facto de que nós somos trabalhadores precários. Quando as coisas correm mal somos dos mais afetados, somos aqueles que estão no fundo do poço”, diz a intérprete de “Não sejas mau para mim”, vencedora do Festival da Canção em 1986.

Com mais de 60 espetáculos cancelados, o encenador Filipe La Féria perdeu a conta aos prejuízos e avisa que há famílias inteiras a viver em desespero. “A situação é trágica porque Cultura é sempre o parente pobre. Há atores que passam fome”.

No Linha da Frente acompanhamos a reabertura do Teatro Armando Cortez, com a peça Monólogos da Vagina, e do Cinema Nimas. Ouvimos também os alertas do guitarrista Tó Trips dos Dead Combo, do produtor Paulo Branco, da soprano Rafaela Albuquerque Faria, do diretor artístico Paulo Sousa Costa, de Carla Matadinho e do técnico Paulo Pessoa da empresa de entretenimento “Yellow Star”.

“Miséria Dourada” é uma reportagem do jornalista Armando Seixas Ferreira com imagem de Emanuel Prezado e edição de Luís Vilar. Para ver esta quinta-feira, a seguir ao Telejornal, na RTP1.

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