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José Rodrigues dos Santos reage a polémica com José Sócrates

20130330 151440 José Rodrigues Dos Santos Reage A Polémica Com José Sócrates

Jose Rodrigues Dos Santos Telejornal Informação Rtp

Alvo de críticas pela sua condução ao espaço de comentário de José Sócrates no Telejornal de ontem, o jornalista fez notar que a entrevista política é «por natureza, confrontacional» e que, neste caso, a «isenção não é obrigatória».

Logo no início da resposta, num longo texto, por pontos, dado na sua página de Facebook enquanto romancista, José Rodrigues dos Santos começa por relembrar a escola onde aprendeu a ser jornalista, «Uma leitora chega mesmo a perguntar em que escola aprendi jornalismo. A resposta é: na BBC. Sei que se calhar não é suficientemente boa, mas foi o que se pôde arranjar», diz.

Mais à frente, e depois de garantir que a linha editorial da RTP é de «isenção», seja em debates ou notícias, dos Santos disse que naquele momento em particular, espaço político, o seu papel não era o de «”atacar” o entrevistado», mas sim de fazer «o contraditório», assumindo «o papel de advogado do Diabo», uma vez que o «agente político que está a falar não tem ninguém de outra força política que lhe faça o contraditório», dizendo ainda que «o entrevistador não é nem pode ser uma figura passiva que está ali para oferecer um tempo de antena ao político. O entrevistador não é o ‘ponto’ do teatro cuja função é dar deixas ao ator. Ele tem de fazer perguntas variadas, incluindo perguntas incómodas para o entrevistado. Não deve combinar perguntas com os políticos, mas deve informá-lo dos temas».

Focando depois no caso específico do espaço de comentário de ontem do ex-primeiro-ministro, o jornalista garante ser «falso que José Sócrates desconhecesse a minha linha de pensamento. Almoçámos e expliquei-lhe o meu raciocínio. Avisei-o de que, se encontrasse contradições ou aparentes contradições entre o que diz agora e o que disse e fez no passado, as colocaria frente a frente e olhos nos olhos, sem tergiversações nem subterfúgios, como mandam as regras da minha profissão. Far-me-ão a justiça de reconhecer que fiz o que disse que ia fazer», escreve Rodrigues dos Santos.

Ainda sobre a polémica, o antigo diretor de informação da televisão pública diz ainda que «O caso de José Sócrates tem alguns contornos especiais e raros. Ele foi Primeiro-Ministro durante seis anos e acabou o mandato com o país sob a tutela da troika. Quando era chefe do Governo, começou a aplicar medidas de austeridade», contrastando, o jornalista, depois com a opinião hoje assumida pelo político, «Agora, nas suas declarações públicas, ele mostra-se contra a austeridade. Estamos aqui, pois, perante uma contradição – ou aparente contradição. Não tem um jornalista o dever de o colocar perante essa (aparente ou não) contradição, dando-lhe assim oportunidade para esclarecer as coisas?», questiona.

De recordar que o episódio da polémica aconteceu ontem, durante o Telejonal, no espaço de comentário de José Sócrates na RTP1, que é habitualmente conduzido por Cristina Esteves mas que ontem teve moderação de José Rodrigues dos Santos.

A resposta de José Rodrigues dos Santos na íntegra:

RESPOSTA DE JOSÉ RODRIGUES DOS SANTOS AOS COMENTÁRIOS PUBLICADOS NESTA PÁGINA À ENTREVISTA FEITA PELO JORNALISTA A JOSÉ SÓCRATES, NO DOMINGO, DIA 23 DE MARÇO DE 2014, NA RTP1:

Devido às minhas funções na RTP, que nada têm a ver com a minha actividade de romancista para a qual esta página foi criada, alguns leitores escreveram mensagens críticas da forma como foi conduzido o espaço com José Sócrates. Repito que isto nada tem a ver com os livros, razão de ser desta página de Facebook, mas não me importo de esclarecer dúvidas e equívocos que me parecem nascer do facto de muitas pessoas, e como é natural, desconhecerem as regras da actividade jornalística.

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