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Gonçalo Reis garante que as audiências deixarão de ser prioridade na RTP

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Gonçalo Reis é o próximo nome a assumir a administração da RTP. Até então presidida por Alberto da Ponte, o gestor promete uma alteração na ideologia atual da estação pública.

Em declarações ao jornal Expresso, o futuro presidente esclarece que o papel do canal público deve ser «complementar» e «não concorrencial com os privados». «A RTP deve assumir-se como um operador com uma lógica de programação absolutamente complementar. Só isso é que justifica a sua existência como operador público», adianta.

Ainda à mesma publicação, Gonçalo Reis considera que a estratégia que deve ser assumida pela RTP é «emitir e produzir conteúdos diferenciadores, sofisticados e de qualidade».

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7 Comentários

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  • Pois, pois eu também já ouvi essa conversa quando se fez a reestruturação da TVE, no tempo de Zapatero e deu no que deu. Não se mantém uma empresa com 2000 funcionários sem preocupação por audiências. Querem tornar a RTP 1 numa PBS, que o façam no Canal Q ou no Panda. A RTP tem de ser uma alternativa comercial às privadas, tal como as congéneres europeias o são. Repito, a RTP não é nem a PBS nem a TV Brasil.

    • Concordo, mas a TVE, ao contrário da RTP1, investe bastante na ficção nacional, em séries nacionais de qualidade.
      Já a RTP1 apenas tem UMA série em exibição, “Bem-Vindos a Beirais”, e o resto é uma telenovela pirosa disfarçada de série (“Água de Mar”) e uma telenovela assumida “Os Nossos Dias”, e segundo dizem as notícias encomendaram uma novela para as 22h, óbvio para copiar as privadas. Isto é vergonho para um serviço público de TV que tem que ser uma alternativa e oferecer mais qualidade e diversidade do que as privadas fazem!
      Parece que a maioria do dinheiro da RTP1 agora vai mais para futebol e programas de audiências garantidas tipo “The Voice” ou “Got Talent”, que podiam perfeitamente passar na SIC ou TVI, descurando o investimento em ficção e diversidade de programas.

      • Muito bem dito. Falta um modelo de desenvolvimento na RTP que privilegie a qualidade na área da ficção. Deveríamos ter mais autores e produtos de qualidade que não passassem apenas pelas novelas. Não temos documentos ficcionados sobre a nossa história. Além disso, é de referir a quase completa descaracterização da RTP2 nos últimos anos. Pior que isso, era o 2º canal, a nível europeu, com maior número de horas de programação cultural há poucos anos e, hoje, quase nada do género tem. Algo tem de mudar.

  • O problema é que essas afirmações muitas vezes são vazias.

    Que as audiências pesem menos e a qualidade importe mais é o que se espera do serviço público de televisão.

    Mas por um lado também não interessa manter um serviço público que (quase) ninguém vê. E por outro vemos imensos conteúdos puramente comerciais (desde novelas angolanas a filmes de qualidade duvidosa) que em nada dignificam o canal e que na maior parte das vezes também não têm audiências.

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