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COVID-19: Catarina Furtado de coração apertado por todos os refugiados

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A apresentadora da RTP1 utilizou o Instagram para ler um poema sobre o conceito de ‘refugiado’ e para lamentar o facto de os muitos que se encontram espalhados pelo mundo não conseguirem proteger-se da pandemia de COVID-19.

“Um poema. Um apelo. Um grito mudo. E pronto. Já foi detetado um caso de uma mulher refugiada com COVID-19 na Grécia. Em Atenas. Não consigo deixar de pensar nas centenas de refugiados com quem falei nos últimos meses, na Grécia, no Bangladesh, no Líbano, na Colômbia, no Uganda”, começou por escrever Catarina Furtado na legenda desse mesmo vídeo.

“A missiva que se tornou um slogan a respeitar e a acreditar ‘Fiquem em casa. Vai ficar tudo bem’ pertence ao mundo da ficção para os refugiados do mundo inteiro. Acabei de escrever o texto para uma das peças do meu programa ‘Príncipes do Nada’, onde sublinhei ‘aqui no campo de Moria, na ilha de Lesbos, uma sanita serve 90 pessoas e um duche 200′”, continuou.

“Como podem lavar as mãos sem casas de banho? Sem água? Como podem cumprir distância social sem espaço entre as tendas? Como podem sobreviver à força deste maldito vírus apesar de todos os dias tentarem sobreviver ao esquecimento total da comunidade internacional?! Um sopro e partirão todos…”, lamentou. “Valorizemos o poder estar em casa, quando se tem uma”.

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Um poema. Um apelo. Um grito mudo. E pronto. Já foi detectado um caso de uma mulher refugiada com Covid 19 na Grécia. Em Atenas. Não consigo deixar de pensar nas centenas de refugiados com quem falei nos últimos meses, na Grécia, no Bangladesh,no Líbano,na Colômbia, no Uganda. A missiva que se tornou um slogan a respeitar e a acreditar “Fiquem em casa. Vai ficar tudo bem” pertence ao mundo da ficção para…os refugiados do mundo inteiro. Acabei de escrever o texto para uma das peças do meu programa Príncipes do Nada onde sublinhei “aqui no campo de Moria, na ilha de Lesbos, uma sanita serve 90 pessoas e um duche 200”. Como podem lavar as mãos sem casas de banho? Sem água? Como podem cumprir distância social sem espaço entre as tendas? Como podem sobreviver à força deste maldito vírus apesar de todos os dias tentarem sobreviver ao esquecimento total da comunidade internacional?! Um sopro e partirão todos…E ultimamente à propagação do covid 19 aliou-se a “moda” da violência dos grupos fascistas que todos os dias se fazem notar através de ataques a voluntários e trabalhadores humanitários e da destruição das ONGs que apoiam esta população tão sem nada. Valorizemos o poder estar em casa, quando se tem uma. O poema é de Mahmoud Darwish (poeta palestiniano refugiado no Líbano) da sua obra “Na Presença da Ausência”. #mahmouddarwish #refugiados #poderficaremcasa #privilegio #covid19 #LeaveNoOneBehind #direitoshumanos @principesdonada #minhamissaodevida #euficoeucasa

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