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Catarina Furtado recorda entrevista a refugiados do Afeganistão e afirma o que é preciso fazer

Catarina Furtado
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Catarina Furtado recordou os relatos dramáticos que ouviu de um casal que vive na Grécia, mas é do Afeganistão. A apresentadora salientou ainda o que é importante fazer neste momento.

Catarina Furtado entrevistou várias pessoas naturais do Afeganistão para o programa ‘Príncipes do Nada’ e recordou hoje dois testemunhos.

“Conheci-os em 2019 no campo de Moria, na ilha de Lesvos, Grécia. Mas a sua casa é no Afeganistão. Apesar de Qasem ter feito a Universidade, o clima de terror em que viviam no seu país, obrigaram-nos a partir numa das travessias mais perigosas do mundo, a do Mediterrâneo em direção à Europa“, recordou Catarina Furtado, salientando que quem sofre mais são as mulheres e crianças.

 A apresentadora e também embaixadora do UNFPA deixou ainda vários conselhos de como ajudar nesta fase difícil para o Afeganistão onde os talibãs tomaram conta do país.

“Contribuir para organizações que apoiem as pessoas afegã e e pressão política para que se criem passagens para que as pessoas possam pedir asilo em segurança”, é dos conselhos de Catarina Furtado, assim como exigir o fim das deportações de pessoas afegãs que procuram asilo na União Europeia

Texto na íntegra de Catarina Furtado: 

Com o meu programa Príncipes do Nada e enquanto embaixadora do UNFPA entrevistei muitas pessoas do Afeganistão. Ouvi muitos relatos dramáticos de quem foge da guerra, de quem foi vítima dos Talibãs. Aqui estou eu ao lado de Qasem, arquiteto de 26 anos, e da mulher de 23.

Conheci-os em 2019 no campo de Moria, na ilha de Lesvos, Grécia. Mas a sua casa é no Afeganistão. Apesar de Qasem ter feito a Universidade, o clima de terror em que viviam no seu país, obrigaram-nos a partir numa das travessias mais perigosas do mundo, a do Mediterrâneo em direção à Europa.

O Afeganistão é palco, há demasiado tempo de um cenário de guerra. Resultado de interesses políticos e económicos com protagonistas de todas as partes do mundo. O que é certo é que quem sofre são as pessoas. Sobretudo as as mulheres e meninas!!!

A ativista paquistanesa e mais nova vencedora do Prémio Nobel da Paz, Malala Yousufzai, ela própria vítima de ataques dos talibãs na sua terra natal, alerta para as consequências que o poder dos talibãs pode ter na segurança, auto determinação, liberdade e educação das mulheres.
E agora, a pergunta que paira: o que podemos fazer?

-Ler, ouvir jornalistas, artistas e pessoas afegãs ! Temos de amplificar as suas vozes! Compreender a história do país, o porquê da situação atual, as suas implicações, não nos deixando contaminar pela islamofobia (os talibãs não são o islão!)

-Contribuir para organizações que apoiem as pessoas afegãs: @womenforwomen; International Committee of the Red Cross; International Rescue Committee; Women for Afghan Women
-Advocacy, petições (https://www.change.org/…/create-safe-passages-from… ) e pressão política para que se criem passagens para que as pessoas possam pedir asilo em segurança! Sair de um país em guerra é exatamente aquilo que se tem visto em imagens: desespero.

Não há oportunidade para ir a uma embaixada ou preencher um papel de pedido de asilo.
-Exigir o fim das deportações de pessoas afegãs que procuram asilo na União Europeia e a detenção indeterminada em campos de refugiados sem condições.

Não fazer nada significa não valorizarmos o privilégio que temos em escolher, falar, decidir, votar…Existir!

Publicação  partilhada por Catarina Furtado: 

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