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Qual é o futuro da televisão? Canais generalistas tentam responder à questão em debate

O Futuro Da Televisao Qual É O Futuro Da Televisão? Canais Generalistas Tentam Responder À Questão Em Debate

Os principais players do mercado televisivo reuniram-se este mês na Universidade Católica, em Lisboa, para debater o futuro da televisão e as novas formas de consumo. As opiniões diferem na ótica de programar mas igualam-se na certeza de que a televisão não «morrerá». Mas para isso, os meios de comunicação social devem «abraçar as mudanças».

Para Gonçalo Reis, presidente do conselho de administração da RTP 1, os canais portugueses têm «armas poderosas» para se manterem no ativo no futuro, a começar pela credibilidade que os telespectadores depositam nelas há anos, no entanto, devem «compreender e seguir» aquilo que o público de hoje quer para, assim, resguardar a sua «relevância» no mercado. Ainda que o crescimento dos canais por cabo seja uma «questão importante, o desafio da estação pública passa também pela internet. «É uma grande oportunidade para nós porque é uma forma de conectar com outras gerações. O digital permite chegar ao mundo inteiro, servir os 10 milhões de pessoas em Portugal e ter também uma atenção aos de lá de fora», explicou Gonçalo Reis.

Rogério Canhoto, CRO do Grupo Impresa, dona da SIC, defende que a mudança «não é no futuro, é já». Atualmente, a televisão portuguesa tem muitos desafios pela frente. A começar pela tecnologia, onde hoje existem um conjunto de novas ferramentas como a Netflix e a acabar nos conteúdos, muitos deles gerados pelos próprios consumidores. O responsável antecipa ainda uma «constante mudança» no perfil dos telespectadores.

Quanto à posição da TVI, Bruno Santos tem noção do crescimento «rápido e violentíssimo» do cabo mas não vê ainda esse cenário como uma «ameaça». Isto porque, explica o diretor de programas, qualquer canal por cabo têm shares abaixo de 3%. «Em 2010, os canais [generalistas] tinham 80% do mercado. Em seis anos perdemos 25% dessa fatia e o cabo passou de 17% para 36%», sustentou-se nos números mais recentes.

Nos dias de hoje, a forma de ver televisão é «diferente de há 20 anos» e quem o prova é Pedro Mota Carmo, CEO da Dreamia, empresa que produz e distribui vários canais para o mercado português e africanos de expressão portuguesa. Em conferência, o responsável revelou, por exemplo, que 25% do consumo do canal Panda Biggs é feito já em diferido. Este número vai, assim, ao encontro do estudo As Novas Dinâmicas do Consumo Audiovisual, realizado em 2016 pela ERC, em que as gravações automáticas já consomem mais de 30% do mercado televisivo português.

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2 Comentários

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  • Se a SIC e a TVI continuarem com a monotonia que é a programação de horário nobre na maioria dos dias [um telejornal de 90 (!) minutos e 2 novelas melodramáticas de seguida] os canais de cabo só vão continuar a ter um crescimento “rápido e violentíssimo”.

    A lógica da TV generalista em Portugal é: “Ah pois, o cabo cresceu muito, agora o investimento publicitário está mais dividido, há menos dinheiro, temos de apostar no que achamos que resulta mais: novelas, novelas, novelas” mas o público cada vez mais está enjoado de novelas e por isso cada vez mais se afasta da TV generalista, as novelas têm cada vez menos rating e menos share.

    • Exato Miguel.Os portugueses estão fartos de telenovelas e de casas do segredos e big brothers.Um dia destes o Muniz e seus comparsas vão ser vitimas daquilo que eles criaram.Tenho a certeza que isso vai se passar.Agora não sei quando.A Cabo cresceu porque a Ditadura das Telenovelas alastrou a todo o vapor nos canais privados.

ATV News

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