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Campanha da Zippy lança o caos nas redes sociais

A marca de roupa infantil do grupo Sonae, a Zippy, lançou no início de março uuma coleção unissexo, que se apresenta como “a primeira coleção ungendered” (sem género). A coleção e a publicação nas redes sociais da marca com o anúncio da mesma está a gerar polémica com a marca a ser atacada pelos internautas.

A coleção, criada com o propósito de assinalar o Dia Internacional da Felicidade, tem como assinatura “Happy”, tendo como traço comum o facto de rapazes e raparigas puderem vestir as mesmas peças.

Nas últimas horas muitas têm sido as críticas feitas à coleção com alguns internautas a garantirem que deixarão de ser clientes da marca. “Deixem as crianças em paz, parem de as usar como instrumento dessa campanha global hedionda. Happy=gay”, escreveu um internauta. Ao passo que uma outra seguidora defendeu a marca, garantindo que “É de loucos. Como se as meninas tivessem de obrigatoriamente vestir rosa e os meninos azul”.

Sem ficar indiferente à polémica, o humorista da Rádio Comercial, Nuno Markl, recorreu ao seu Instagram para reagir a toda a polémica, acabando por ironizar com a situação que está a ser criada.

Já a marca veio a público sublinhar que a coleção não tem qualquer associação idiológica e que serve apenas para materializar o espírito funcional da Zippy.

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Ora bem: happy. Ser feliz. Acho que todos concordamos que é bom, certo? Be you. Creio que também todos lutamos por sermos nós próprios, ninguém – no seu perfeito juízo – quer que lhe imponham ser outra pessoa. Be colorful. Eu gosto de ver o meu filho vestido com cores – o cinzento e o preto, sendo as cores favoritas dos portugueses para os seus automóveis, entristecem o visual da roupa de uma criança (apesar de ele ter uma t-shirt preta muito fixe com o Kylo Ren). Be free. Creio que também ninguém quer estar aprisionado. Por isso, diria que não vejo nada de mal nem neste cartaz, nem em roupas que servem a rapazes e raparigas. Em nenhum momento desta campanha vejo alguém dizer coisas como “namorem com pessoas do mesmo sexo” ou “rapaz, sê uma rapariga” ou “rapariga, sê um rapaz”. Quando vejo pessoas, espumando de fúria e apelando ao boicote, dou por mim a chorar a rir, primeiro (a ira insana das pessoas consegue ser espectacular) e depois a lamentar que essa energia não seja posta a render em acções que façam, de maneira objectiva, o Bem. Porque, pá – de que maneira boicotar uma loja de roupa infantil de um shopping contribui para o Bem da Humanidade? É que pensando no Gandhi, na Madre Teresa de Calcutá, nessa malta incrível toda e que tantas valiosas lições deixou para o mundo, não consigo encaixar “boicote a lojas de roupa que vendem peças que servem a garotos e a garotas” como algo capaz de assegurar a candidatura de humano ao panteão onde vivem, para sempre, as pessoas decentes. Vejam lá isso. É que, acima de tudo, é um bocado parvo. Já agora, digam-me uma coisa: quando andarem pelo corredor central do Colombo vão mudar para o outro lado da ala quando passarem ao pé da Zippy? Estou só curioso. É que, ao mesmo tempo, essa fúria tem muita, muita piada. Vá, agora venham de lá os insultos.

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HAPPY // Ungendered Collection A capsule collection where colors are the star. Each color represents a personality and each item our capacity to celebrate them, bringing them together.

Publiée par Zippy sur Dimanche 3 mars 2019

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