Famosos

Rui Maria Pêgo recorda primeiro trabalho e deixa um conselho

Reprodução Instagram

Rui Maria Pêgo, utilizou as suas redes sociais, para recordar o inicio do seu percurso profissional e a forma de como teve que lidar com a discriminação.

“Lembro-me do dia em que decidi concorrer ao casting do ‘Curto-Circuito’. Estava no primeiro ano de Direito, tinha carro há pouco tempo (…) curso esse, na Católica, onde era particularmente infeliz. Sei que imprimi três fichas em casa. Que estava nervoso e que não sabia bem o que era ‘estar apaixonado'”, começou por escrever Rui na legenda da fotografia publicada.

“Nos primeiros meses de casting não contei muito sobre mim – ninguém sabia de quem era filho ou se dava beijinhos a rapazes. Em 2008, a informação não voava à velocidade da luz ou, então, tínhamos todos mais que fazer (..) Foi tudo muito rápido (…) tenho a memória de me insultarem na rua quando fui festejar com os meus amigos e de decidir ‘Vou dar a volta, e fazê-los rir. Vou Ser o melhor'”, continuou.

“Que armadilha. Isso de querer ser o melhor. Seja como for, ganhei e tornei-me apresentador de um programa de televisão aos 19 anos. Os meus pais odiaram, chumbei nesse ano e apaixonei-me pela primeira vez um mês depois”, recordou o apresentador, dando ânimo a todos aqueles que querem seguir o coração.

“Façam aquilo que vos dá choques por dentro. Não mudava uma vírgula do meu percurso até aqui e se há coisa que sei é esta: aquilo que nos destrói é só o começo de um mundo maior”, terminou.

View this post on Instagram

Lembro-me do dia em que decidi concorrer ao casting do Curto-Circuito. Estava no primeiro ano de Direito, tinha carro há pouco tempo – foi vandalizado nos primeiros dias de aulas, boa lição para perceber que uma chave pode servir para muito mais do que para abrir portas -, curso esse, na Católica, onde era particularmente infeliz. Sei que imprimi três fichas em casa. Que estava nervoso e que não sabia bem o que era “estar apaixonado”. Preenchi todas as folhas e enganei-me em duas. A que sobrou ía provavelmente com uma nódoa e duas fotografias de um ser que sabia pouco mas intuía que podia ser quem só era dentro do seu quarto, também ali, naquele palco de liberdade. Nos primeiros meses de casting não contei muito sobre mim – ninguém sabia de quem era filho ou se dava beijinhos a rapazes (tinha dado poucos à época). Calculo que fosse evidente que só dava um a cumprimentar, tal era a minha incapacidade em articular palavras e horror a “ser bimbo”. Em 2008, a informação não voava à velocidade da luz ou, então, tínhamos todos mais que fazer. Não sei. Foi tudo muito rápido, tenho a memória de um fórum crashar, de me insultarem na rua quando fui festejar com os meus amigos e de decidir isto desse por onde desse: “Vou dar a volta, e fazê-los rir. Vou Ser o melhor.” Que armadilha. Isso de querer ser o melhor. Seja como for, ganhei e tornei-me apresentador de um programa de televisão aos 19 anos. Os meus pais odiaram, chumbei nesse ano e apaixonei-me pela primeira vez um mês depois. Conheci várias pessoas que viriam a ser influentes na minha vida seguinte – a @joanaazevedo que hoje faz 22 anos, o @diogovalsassina o @manzarra a @dianabnova a @a_carolina_torres a @joanadiaszz e é, claro, o @pedroboucherie e o @pedro_m_paiva @luisfdesousa @pedrobaraodias . Que tempos. Não há nada como não ter filtro e falar durante horas com um boneco amarelo. Fomos absurdamente livres e felizes! De vez em quando, sopram-me bocas sobre não ter ainda acabado História – I see you, Twitter -, mas sabem o que vos digo? Façam aquilo que vos dá choques por dentro. Não mudava uma vírgula do meu percurso até aqui e se há coisa que sei é esta : aquilo que nos destrói é só o começo de um mundo maior.

A post shared by Rui Maria Pêgo (@ruimariapego) on

Receba todas as informações no seu smartphone.
Descarregue a App gratuita.Apple Store Download Google Play Download

ATV News