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Pipoca Mais Doce fala do assalto de que foi vítima no Brasil

Reprodução Instagram

Ana Garcia Martins, mais conhecida pelo seu blogue ‘A Pipoca Mais Doce’, viveu drama durante a sua viagem ao Brasil e relembrou-o esta terça-feira, 20, quando um homem fez vários reféns num autocarro, numa ponte do Rio de Janeiro.  A situação veio remexer nas suas lembranças onde recordou o assalto de que foi vitima durante as suas férias no Brasil.

“Domingo de manhã, pleno fevereiro, praia do Leblon a rebentar pelas costuras. A passear com uma amiga à beira da água, um grupo de miúdos aproxima-se, um deles pára-me e arranca-me o único fio que tinha ao pescoço, assim de puxão. Era um fiozinho ridículo, mínimo, a única coisa que não tirei porque nunca achei que pudesse despertar interesse. Não reagi, não fosse o miúdo sacar de uma faquinha ou assim», escreveu a blogger na suas redes sociais.

A Pipoca mais Doce, confessou ainda, que desde então nunca mais se sentiu em segurança: “Passei o resto do tempo em estado de alerta, sempre a ver de onde poderia vir o perigo”, acrescentou.

A influencer acrescentou no seu testemunho que tem vários amigos brasileiros a abandonar o país por medo: “Dizem que não é vida, e eu percebo porque, apesar de todas as coisas más que temos (e são muitas), ainda vivemos em segurança por aqui.”.

E terminou dizendo: “Tenho mesmo muita pena, porque o Brasil é um país do caraças onde quero voltar sempre. Este post não é, de todo, um ‘não vão para o Brasil’. É um ‘vão, mas estejam atentos’, mas é sobretudo um ‘que se faça alguma coisa, porque este país merece mais’”, escreveu a blogger em modo de lamento.

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Na primeira vez que fui ao Rio de Janeiro disse ao homem que queria ir para lá morar. Caiu-me o queixo com a beleza da cidade, com a energia, com a simpatia de toda a gente e, vá, com o pão de queijo e os brigadeiros. Ia cheia de alertas: “não leves nada de valor”, “não andes de táxi à noite”, “não andes sozinha”, “esconde o dinheiro no rabo”. E depois… cheguei e estava em casa. Nunca, em momento algum, me senti insegura, desconfiada, apreensiva. Na segunda vez fui ainda mais à vontade. Telemóvel para aqui, máquina fotográfica para ali, tudo na paz dos anjos. E à terceira vez… fui assaltada. Não porque descontraí ou porque deixei de estar atenta, apenas calhou. Domingo de manhã, pleno Fevereiro, praia do Leblon a rebentar pelas costuras. A passear com uma amiga à beira da água, um grupo de miúdos aproxima-se, um deles pára-me e arranca-me o único fio que tinha ao pescoço, assim de puxão. Era um fiozinho ridículo, mínimo, a única coisa que não tirei porque nunca achei que pudesse despertar interesse. Não reagi, não fosse o miúdo sacar de uma faquinha ou assim, limitei-me a pôr-me ao fresco. E pronto, acabou-se a minha sensação de segurança, passei o resto do tempo em estado de alerta, sempre a ver de onde poderia vir o perigo. Não é propriamente o que uma pessoa sonha para as férias. Agora em São Paulo senti-me completamente tranquila mas, de quando em vez, lá vinha a advertência, tipo “aqui é melhor guardares a máquina”. Mesmo em zonas que, à partida, me pareciam insuspeitas. Todos os dias leio notícias sobre a violência no Brasil, hoje foi só mais um episódio com o sequestro na ponte de Niterói. E tenho vários amigos brasileiros a sair do país porque se cansaram de ter medo. Dizem que não é vida, e eu percebo porque, apesar de todas as coisas más que temos (e são muitas), ainda vivemos em segurança por aqui. Tenho mesmo muita pena, porque o Brasil é um país do caraças onde quero voltar sempre. Este post não é, de todo, um “não vão para o Brasil”. É um “vão, mas estejam atentos”, mas é sobretudo um “que se faça alguma coisa, porque este país merece mais” ❤️

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