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Pedro Lima e Ângela Pinto trocam farpas nas redes sociais

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Pedro Lima utilizou as suas redes sociais, para opinar acerca da diferenciação no valor das pensões recebidas em Portugal. Porém, nem todas as opiniões foram ao encontro do seu pensamento, como foi o caso da atriz, Ângela Pinto.

“Ouço e leio com frequência a reivindicação do direito às pensões de reforma com o argumento de se ter descontado uma vida inteira. Já me dei ao trabalho de fazer umas contas por alto e percebi que alguém que se reforme aos 65 e viva até aos 90 (…) custa à segurança social muito mais do que foi descontado”, começou por escrever o ator na legenda de uma fotografia publicada, onde aparece com toda a sua família.

E continuou, dizendo: “Cá estou eu a desalinhar, mais uma vez, do politicamente correcto, perguntando àqueles que escolhem ter zero ou um filho, quem é que acham que lhes vai pagar as pensões de reforma.”

“Porque não sou eu, com os descontos que realizei, que vou pagar a minha reforma. São os meus filhos para quem reservei a maior parte do rendimento que me sobrou depois de pagar impostos e descontos para a Segurança Social. Porque criar, formar e educar filhos dá muito trabalho e custa muito dinheiro”, atirou o ator, incentivando ao aumento da natalidade.

Quem não concordou com esta publicação foi a atriz de ‘Terra Brava’, Ângela Pinto, que respondeu: “Receber reforma consoante se teve filhos ou não seria de uma extrema injustiça, por imensas razões que não cabem aqui. Já para não falar da liberdade individual, do ser único que cada um é. Ter filhos é um ato de amor imenso que tem de ser desejado e sentido, ter filhos para ter reforma parece-me abjeto!”.

O ator, por sua vez, respondeu a Ângela dizendo: “Relendo o texto que escrevi, não descubro razões para a interpretação que fazes e que não corresponde de forma alguma ao que penso. Liberdade acima de tudo.”

Veja aqui a publicação!

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Ouço e leio com frequência a reivindicação do direito às pensões de reforma com o argumento de se ter descontado uma vida inteira. Já me dei ao trabalho de fazer umas contas por alto e percebi que alguém que se reforme aos 65 e viva até aos 90 a receber pensão equivalente ao salário que auferia em fim de carreira, custa à segurança social muito mais do que foi descontado. Sobretudo porque, em regra, quem tem melhores salários, tem melhor capacidade de acesso a cuidados de saúde e, como consequência, esperança de vida mais alargada. É preciso que se entenda que quem paga as pensões dos actuais reformados são os actuais contribuintes no activo. E os contribuintes, por mais que contribuam, se não tiverem e criarem filhos, não vão ter quem lhes pague as pensões quando atingirem a idade de reforma. É verdade que ter filhos é difícil e dá muito trabalho. Mas alguma vez foi mais fácil do que é hoje? Não. O que acontece é que a cultura nacional caminhou no sentido de privilegiar o triunfo pessoal e o bem estar individual no imediato, em detrimento de um equilíbrio colectivo com futuro. Cá estou eu a desalinhar, mais uma vez, do politicamente correcto, perguntando àqueles que escolhem ter zero ou um filho, quem é que acham que lhes vai pagar as pensões de reforma. Talvez, um dia, algum governo se encha de coragem e valorize as pensões em função dos filhos que se teve e criou. Porque não sou eu, com os descontos que realizei, que vou pagar a minha reforma. São os meus filhos para quem reservei a maior parte do rendimento que me sobrou depois de pagar impostos e descontos para a Segurança Social. Porque criar, formar e educar filhos dá muito trabalho e custa muito dinheiro. Mas também dá sentido à vida. Vamos, coragem, tenham um filho, vai correr bem! #futuro #reforma #filhos #familia #sustentabilidade

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