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Novas medidas! Famosos unem-se nas críticas ao Governo

Primeiro Ministro António Costa, Portugal, Novas Medidas Confinamento
Reprodução

As novas medidas de combate à pandemia, anunciadas pelo Governo na tarde de quarta-feira, voltam a deixar a cultura de lado. Tristes com o modo como têm sido “tratados”, vários famosos uniram-se nas críticas a António Costa.

Devido ao aumento recorde do número de novos casos e do número de óbitos, não restou outra solução ao Governo: novas medidas e um novo confinamento, semelhante ao de março e de abril de 2020. Embora necessário, tal não agradou a vários famosos, que se uniram, desde logo, nas críticas a quem tem a responsabilidade de gerir o país.

Críticas às novas medidas

Jorge Corrula: “Morre-se da cura?!? Morre-se do incumprimento! Morre-se da irresponsabilidade! Morre-se da ignorância! Morre-se do desgoverno! Morre-se sem teatro! Sem Cultura!”;

Marta Melro: “Como disse alguém que li nas redes sociais: somos um país de Fátima e de Futebol. o Fado está morto”;

Rui Maria Pêgo: “Durante seis meses, fiz parte de um espetáculo de teatro que levou milhares de pessoas ao teatro em segurança. Fizemos apresentações de noite, à tarde e até de manhã. As lotações foram reduzidas, os atores testados, as bolhas das pessoas com quem nos cruzávamos regidas de forma espartana.

Não houve beijos na boca sem três pensamentos prévios. O Avenida Q, ainda assim, no meio de uma pandemia, foi um sucesso. E isso deve-se ao comparecimento do público e à argúcia da Força de Produção e, claro, ao nosso trabalho que pôde felizmente acontecer.

A emoção e beleza desse momento encheu-nos de alegria e fez-nos respirar de alívio quando acabou: ninguém doente, nenhum caso entre espectadores. Os protocolos para ir ver espetáculos em 2020 eram apertados. Distância, timings diferentes para sair, desinfeção e o público irrepreensível a seguir normas. Obrigado.

Muitos de vocês viram vários: de teatro, de dança, música ou de performance. Muitas correntes de ar para pensarmos. Ninguém discute a dificuldade do momento que atravessamos, ninguém põe em causa a violência que é transversal a todxs, mas a cultura não vale menos do que as cerimónias religiosas ou do que eventos desportivos.

Talvez seja mais perigosa porque nos faz duvidar sobre o que há e o que é, mas é saudável, sempre, porque reflete o tempo. Um país que não se pensa a si mesmo definha e abre ainda mais autoestradas para extremismos. Convém lembrar que apenas um dos candidatos presidenciais – que eu saiba – se debruçou sobre a cultura, esse eterno enteado enfezado escondido na despensa.

Soubemos hoje que os espetáculos estão proibidos durante esta fase de confinamento geral. Repito: não houve casos em teatros. Mas haverá casos de pobreza extrema, fome, gente a ficar sem casa, muitas famílias que nem sequer têm caras conhecidas e que provavelmente não poderão contar com apoios mágicos.

Não duvido da exigência do momento, não argumento que a cultura vale mais do que os outros setores que tantos desempregados vão gerar, mas não significa, certamente, menos. Boa sorte a todxs. Dê la por onde der, havemos de dar a volta”.

Também Marco Costa, neste caso na qualidade de pasteleiro, teceu críticas a António Costa ainda antes de as novas medidas terem sido conhecidas.

Leia aqui: Pandemia! Marco Costa “derrete” o Governo por causa das novas medidas

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