fbpx
Famosos

Marcantónio del Carlo revela a chave do sucesso da ficção da SIC

Entrou no mundo das artes por um feliz acaso e por lá tem ficado – e feito sucesso – nos últimos trinta anos.  Sem nunca esconder o amor pela representação, Marcantónio del Carlo está de volta aos palcos – com a peça Amado Monstro – e ao pequeno ecrã integrando o elenco de Terra Brava (SIC).

A Televisão – O universo das artes entrou, muito cedo, na sua vida. Sempre quis ser ator?
Não. Concorri às audições da Escola Superior de Teatro e Cinema no antigo Conservatório de Lisboa em 1988 por acaso. Esse acaso deu origem a 30 anos de carreira que festejei há pouco tempo. São os acasos da vida que fazem da vida um grande caso. Sempre acreditei nisso.

A sua carreira já ultrapassou a barreira dos 30 anos e são inúmeros os projetos que integrou. Há algum de que se arrependa? E qual foi o que, até ao momento, mais o marcou?
Não me arrependo de nada na vida mesmo quando ela nem sempre é simpática comigo. Mais do que os projetos o que mais me marcou até hoje foi o privilégio de ter trabalhado com grandes mestres e colegas como o Luís Miguel Cintra, o João Mota, o Jorge Silva Melo, o Giorgio Barbiero Corsetti, o Imanol Uribe a Eunice Munôz, e tantos outros.

O Marcantónio faz televisão, teatro e cinema. Por qual das três áreas sente um carinho maior? Porquê?
Gosto acima de tudo de representar. A televisão é velocidade. O cinema é mágico. O teatro é a casa onde nasci. Nos três meios adoro ser rápido, fazer truques e voltar sempre a casa no final do dia.

“Considero que a televisão portuguesa não está velha. Está finalmente madura e de rica saúde.”

No seu vasto currículo televisivo conta com alguns projetos infanto-juvenis como é o caso de Morangos com Açúcar. No entanto, hoje em dia, são praticamente inexistentes os produtos feitos de e para os jovens. Acha que a televisão nacional envelheceu? Acredita ser necessário (re)apostas nas gerações mais novas?
Acho que, tal como acontece agora em séries como Golpe de Sorte, a aposta em se ter um elenco equilibrado, em que novos e mais velhos asseguram um elenco eficaz, é a mais certa. Só jovens não é a solução. Durante alguns anos a receita foi essa. Agora mudou e os resultados estão à vista. No Brasil, onde nasceu a telenovela, os “coroas” como chamam aos actores mais velhos, são sempre cabeça de cartaz. Dá que pensar, certo? E acho que foi o que se pensou nos últimos dois anos em terras lusitanas. E o resultado está a vista em termos de quem ganha audiências. Por isso considero que a televisão portuguesa não está velha. Está finalmente madura e de rica saúde. Bons e experientes actores ao lado de bons e promissores jovens actores. Para mim essa é uma das grandes receitas do sucesso numa telenovela ou série.

E já que falamos de gerações: acredito que seja acarinhado por todas, na rua. O que lhe costumam dizer quando o reconhecem na rua?
O público tem sido muito generoso comigo desde sempre. Só tenho pena é que às vezes pensem que somos nós que decidimos o que é que vai, ou não para o ar na televisão portuguesa. Nós actores não temos esse poder. Somos apenas contratados por quem manda a participar numa telenovela ou série.

Atualmente encontra-se a preparar a peça Amado Monstro ao lado do grande João Didelet, certo? O que pode contar sobre este projeto?
Este foi um convite do director do Teatro da Trindade/Fundação Inatel, Diogo Infante, que muito nos lisonjeou a mim e ao João. É uma adaptação do romance Amado Monstro de Xavier Tomeo, um dos maiores escritores espanhóis. A peça estreia em Março de 2020 e vai estar em cartaz até ao final de Maio no Teatro da Trindade/Fundação Inatel. Segue depois para uma digressão nacional que se prolongará até ao final de 2020.

“Esta novela é uma das mais bem escritas em que já participei.”

Em simultâneo está prestes a integrar o elenco de Terra Brava, a próxima grande produção da SIC. Já há algo que possa contar sobre a história e a sua personagem?
É um militar, duro e bom pai de família. Um homem controverso que vive uma história controversa. Esta novela é uma das mais bem escritas em que já participei. O elenco é maravilhoso e acho que vai ser muito acarinhada pelo público.

Durante anos foi um dos rostos principais da ficção da TVI mas, ultimamente, tem sido na SIC que os portugueses o têm visto. Coincidentemente a liderança da TVI também migrou para a SIC. A que acha que se deve esta mudança, sobretudo a nível da ficção?
A escolha de elencos. Uma clara aposta da SIC em elencos mais maduros e experientes como referia há pouco e em histórias mais portuguesas sem cair num nacionalismo saloio. Hoje com o advento de novas plataformas como a Netflix, e outras, parece-me que o segredo da ficção portuguesa é voltar à sua matriz. O filme Variações e o êxito que está a ter é um caso bem elucidativo de “o que é nacional é bom”. Golpe de Sorte e a grande Maria João Abreu como protagonista revelaram-se um caso de popularidade que há muito não se via na ficção portuguesa.

Na sua longa carreira já fez de quase tudo. Há alguma coisa que ainda falte fazer? O quê?
Tudo!

Receba todas as informações no seu smartphone.
Descarregue a App gratuita. Apple Store Download Google Play Download

ATV News