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Júlia Pinheiro para José Castelo Branco: “Pode crer que eu ficava muito zangada consigo”

"Há 30 anos que eu deixei de viver praticamente para viver para ela."

Ana Ramos
7 min leitura
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José Castelo Branco esteve, esta quarta-feira, à conversa com Júlia Pinheiro, na SIC, e falou sobre a forma como tratava Betty Grafstein.

A dada altura da conversa, o socialite partilhou uma reflexão que, por vezes, tinha e sublinhou: “Posso ter muitos defeitos, mas não sou mentiroso”.

“Estou a fazer o que não fiz ao meu pai e eu revia o meu pai na Betty. Eu dizia assim: ‘Isto é uma forma que eu estou a a ter de me santificar através do tratamento que eu estou a fazer à Betty’”, recordou José Castelo Branco.

Questionado sobre a reação que tinha aos comportamentos de Betty Grafstein, José Castelo Branco afirmou: “Eu tinha a reação normal. Dizia ‘Betty, por favor, tenta ajudar-me, tenta colaborar’. Porque ela chegou a alturas em que já não colaborava comigo ultimamente”.

José Castelo Branco contou ainda que comprava toda a roupa de Betty Grafstein e que todos os seus sapatos eram agora rasos. Júlia Pinheiro interrompeu-o: “Se calhar, não comprava os adequados, só comprava os que ficavam bem no figurino e, se calhar, ficavam melhor outros. Chega a uma altura em que, se calhar, temos de pôr ortopédicos. É isso que eu acho que o Zé ainda não refletiu tudo sobre aquilo que se está a passar”.

“Comprava o que ela gosta. Ela sempre foi uma mulher chiquérrima! Então mas isso vai dizer-me que é violência doméstica?! Isso é fazer mal a uma pessoa? Querer o bem da pessoa? Deixar que a pessoa seja glamorosa até ao fim? Atenção, a Betty gostava”, reagiu José Castelo Branco, referindo que uma ou duas vezes por semana saíam para ir ao restaurante, mas que Betty Grafstein dizia que não queria. “No dia seguinte dizia: ‘Ai que bom, diverti-me imenso! Bebi champanhe’”, acrescentou.

Entretanto, Júlia Pinheiro voltou a comentar: “Vou ser inteiramente sincera consigo. Se eu tivesse 95 anos e o Zé fosse meu marido e me obrigasse a sair, pode crer que eu ficava muito zangada consigo”.

“Ficava? Eu acho que não. Eu não ficava. Se eu sabia que a Betty estava mal, eu aí não saía, atenção! Quando eu percebia que ela estava mal, ela ficava em casa. Quando estava fisicamente em baixo e eu percebesse… porque eu conheço o corpo da Betty como conheço o meu próprio corpo ou melhor. Conheço, talvez, melhor o corpo da Betty do que o meu próprio corpo, porque são 30 anos a cuidar de uma pessoa, a dedicar-me à Betty”, sublinhou José Castelo Branco.

Noutra parte da conversa, José Castelo Branco referiu ainda: “Zangávamo-nos, às vezes, mas eram zangas normais. Aliás, as empregadas todas sabem, eram zangas todas normais, ou porque ela não queria sair e porque queria ir para a cama e eu dizia ‘Não, vamos, vamos’. Muitas vezes, eu deixava-a na cama. As vezes que eu tentei que ela saísse era exatamente para puxar por ela, para não a deixar numa cama”.

“Mas 95 anos são 95 anos”, interpelou Júlia Pinheiro. “Mas, ó querida, eu tentei, eu fiz tudo, tudo pela Betty. Tudo o que eu fiz na minha vida foi pela Betty. Há 30 anos que eu deixei de viver praticamente para viver para ela. Ela dizia muitas vezes, com a sua própria graça de inglesa: ‘Espero que te metam outra vez num reality show para eu ter três meses de descanso. Não tenho de pôr pestanas, não tenho de pôr maquilhagem’. Mas ela gosta”, respondeu José Castelo Branco.

“Eu não chamo a isso de abuso. Eu chamo a isso tentar que a pessoa não fique acamada, que não caia no declínio total. Vejo como cuidado e todas as pessoas que frequentam a nossa casa em Nova Iorque estiveram todos do meu lado, exceto, claro, o filho e a nora, mas isso é outra história. O filho ficou à espera que a mãe chegasse à última para atacar e, depois, arranjou uma aliada, que não foi gratuito, que foi a dona Marcela, a dita empresária da noite”, continuou José Castelo Branco.

José Castelo Branco garantiu ainda que era Betty Grafstein que “pedia para ir fazer botox”: “Eu tenho provas disso. Não era eu que a levava para ir fazer botox. É 95 anos para umas coisas pode e para outras coisas não pode? Por amor de Deus”.

“A incoerência nessas idades tem a ver justamente com isso, com o momento da vida em que nos é permitido isso”, indicou Júlia Pinheiro.

“A Betty dizia muitas vezes: ‘Tu não estás a perceber que eu estou – eu não gostava de dizer a palavra – velha’. Eu dizia: ‘Não, Betty, tu não estás velha, ainda és maravilhosa’”, confessou José Castelo Branco, referindo que “tentava sempre puxar pela Betty”.

De seguida, José Castelo Branco recordou uma conversa com Betty Grafstein em que lhe disse: “Vais conseguir, tu vais estar até aos 100 anos maravilhosa! Eu não posso te perder, eu preciso de ti”. “Precisa dela porquê?”, perguntou Júlia Pinheiro. “Porque eu amo-a muito, eu tenho muito amor. Ela é uma mãe, é uma irmã, foi uma pessoa que eu dei 30 anos da minha vida”, disse o socialite, emocionado.

Veja aqui e aqui uma parte da conversa.