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Judite Sousa revela as últimas palavras que ouviu do filho

Judite Sousa
Judite Sousa/Instagram

O livro ‘Pedaços de Vida’, de Judite Sousa, pretende “honrar” a memória do filho, André Bessa e repor algumas verdades.

O novo livro de Judite Sousa, ‘Pedaços de Vida’, revela as últimas palavras que trocou com o filho, o luto, o trauma de ter crescido sem pai, a solidão e ainda a invasão da imprensa à sua vida pessoal e os ataques sofridos pelos colegas de profissão.

Esta obra começa com recordar o último telefonema de André Bessa, que morreu em 2014, em consequência de uma
queda. “Mãe, acabei de comprar o fato que vou levar ao casamento do Francisco“, recorda a jornalista, logo na primeira página de ‘Pedaços de Vida’. Despediram-se com um beijinho. O último. Oito anos depois, o que mais lamenta é o “aproveitamento mediático” da situação.

Um dos momentos mais dramáticos foi a do médico, que à data da morte de André Bessa, era o diretor clínico do Hospital Garcia de Orta, em Almada, para onde o filho foi transportado, lhe ter dito que tinha assinado o comunicado de imprensa a anunciar que o jovem estava em morte cerebral. “Tive de o fazer, porque mais nenhum outro médico queria assinar o comunicado. E fi-lo por muita insistência dos seus colegas jornalistas. E deu-me um nome. Não o vou revelar“, diz Judite Sousa no livro.

Fala ainda da passagem por Macau, o amor e as relações. “Há afastamentos por oportunismo. Na minha história de vida, cruzei-me com pessoas que se afastaram de mim fazendo-me sentir que eu não lhes era oportuna. Tinha deixado de ser útil.”

Ontem, Judite Sousa esteve à conversa com Júlia Pinheiro, no vespertino da SIC e explicou que este era o livro que “tinha na garganta” para “soltar e partilhar com os portugueses”. A jornalista deixou ainda críticas a alguns colegas de profissão. “Eu fui humilhada pelos meus colegas (…), fui calunia-da e difamada“, atirou.

“Sinto que se gerou um movimento (…) ao nível da minha classe profissional no sentido de não quererem que eu voltasse a trabalhar. Sinto que houve nas mais diversas redações, que entenderam que eu não devia trabalhar mais e também desde essa altura comecei a sentir um assédio sobre tudo o que eu dizia ou fazia (…), era atacada por todos os lados e mais alguns; tudo o que fizesse do ponto de vista profissional era atacado (…), aproveitaram-se da minha fragilidade”, afirmou Judite Sousa.

No livro, recorda também as críticas às reportagens sobre os incêndios de Pedrógão Grande, as polémicas levantadas pela cobertura da guerra na Ucrânia e ainda a sua saída da CNN Portugal, em agosto de 2022.

As palavras de Cristiano Ronaldo

Judite Sousa lembrou também as palavras de Cristiano Ronaldo quando lhe entrevistou na sua casa em Madrid. “Ele disse-me: ‘Judite, tem a minha casa, aqui em Madrid, à sua disposição. Pode vir quando quiser e ficar o tempo que quiser’. Guardo estas palavras no meu íntimo.

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