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Cristiano Ronaldo: “O Cristianinho vai ser aquilo que ele quiser”

Reprodução TVI

A segunda parte da entrevista de Cristiano Ronaldo à TVI trouxe muitos desabafos e reflexões sobre o futuro da seleção nacional, mas também da sua vida familiar. 

Sem fechar as portas a uma eventual participação no mundial do Qatar, em 2022, o craque nacional revelou quem o ambiente na seleção é “espetacular”, mantendo “uma relação excelente com todos os jogadores da seleção” e “muito próxima com o presidente da Federação Portuguesa de Futebol, Fernando Gomes, e com o selecionador, Fernando Santos”.

Ainda sobre a sua passagem pela seleção, Cristiano Ronaldo confessou que tem “desfrutado imenso na seleção”, sendo os últimos anos os melhores e mais intensos.

Consciente de que a indústria do futebol tem mudado a cada mercado de contratações, o craque voltou a sublinhar que “hoje apostam muito no potencial”, podendo “qualquer jogador valer 100 milhões de euros”, ainda que tenha sublinhado que Félix é um caso à parte. Sobre o seu valor, Ronaldo não tem dúvidas e garantiu que “se um guarda-redes vale 75 milhões de euros, eu valerei três ou quatro vezes mais”.

As constantes comparações com Messi marcaram também a conversa, com Ronaldo a garantir que: “não tenho dúvidas de que o Messi me faz melhor jogador e eu faço-o a ele”.

“As rivalidades são saudáveis e eu admiro muito a carreira que o Messi tem feito. Tenho uma excelente relação profissional com o Messi. Nunca jantamos juntos, mas não vejo problema em isso acontecer”, revelou.

Já sobre o seu filho mais velho, que atualmente joga nas camadas jovens da Juventus, Ronaldo não tem muitas dúvidas: “O Cristianinho joga muito bem e poderá vir a ser futebolista, mas vai depender da cabeça dele”.

Seguindo o exemplo que teve, Ronaldo acredita que se o filho pensar pela sua cabeça, poderá ter todo o seu apoio, até porque foi isso que os seus “pais sempre fizeram”. “O Cristianinho vai ser aquilo que ele quiser, é o que eu lhe digo sempre”, contou.

O jogador da Juventus falou ainda sobre o facto de ter jogado com as cores da seleção um dia depois da morte do seu pai. À TVI disse que “foi especial”, não se arrependendo de ter jogado no dia a seguir, por encarar isso como “uma homenagem”.

Sobre a sua vida depois de pendurar as chuteiras, Ronaldo não tem dúvidas sobre o país para onde rumará. “Não tenho dúvidas que, daqui a alguns anos eu e a minha família iremos para Portugal”, confidenciou.

Já no final da entrevista, e num registo bem humorado, o craque nascido na Madeira brincou e pediu desculpa por “às vezes falhar o português, mas é de tanto espanhol que estou a praticar”.

No final da emissão da segunda parte, Joaquim Sousa Martins revelou que, no próximo domingo, haverá lugar a um terceiro momento de conversa com o jogador.

Publiée par Maisfutebol sur Mercredi 21 août 2019

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