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Cabecilha de rede de tráfico sexual foi visita assídua de Isabel II e do duque de York

É um dos casos que tem feito tremer a casa real britânica. A amizade do príncipe André e Jeffrey Epstein tem trazido alguns dissabores à família de Isabel II, tudo porque o terceiro filho da regente pode estar implicado numa rede de tráfico sexual. 

O Daily Mail divulgou este domingo, 18, um vídeo que implica diretamente o príncipe na teia de relações de Epstein.

No vídeo começa por ser possível ver Jeffrey Epstein a sair com uma jovem, de idade indeterminada, da sua mansão milionária em Manhattan, segue-se – cerca de uma hora depois – a saída de um segundo homem, que se despede de uma outra jovem. O homem em causa é precisamente o príncipe André.

Amigos desde a década de 90, foi em 2011 que a sua amizade com o norte-americano viu a luz do dia e ganhou forma na imprensa, obrigando o príncipe a renunciar ao cargo de embaixador comercial britânico. Epstein havia sido condenado a 18 meses de prisão em 2008 por prostituir uma menor e a ligação da coroa britânica ao condenado começava a ganhar forma, ainda que o Palácio de Buckingham tentasse afastar qualquer tipo de suspeita de André.

No entanto, foi em 2015 que as dúvidas sobre a relação de André e Epstein adensaram-se com uma testemunha – arrolada no processo contra Epstein nos Estados Unidos – a garantir que foi forçada a ter relações sexuais com o irmão de Carlos. As relações terão acontecido numa altura em que ainda era menor de idade e por três vezes (1999 – 2002).

Perante a acusação em que André foi envolvido, a coroa britânica avançou com um comunicado onde se pôde ler: “Qualquer sugestão de um comportamento impróprio com menores de idade é categoricamente falsa”. A resposta fez os especialistas em temáticas da realeza franzirem o sobreolho, uma vez que nunca o palácio tinha comentado este tipo de temas.

Já este ano, e com o processo a ver a luz do dia, eis que foram descobertas mais acusações contra André. De acordo com o processo, há uma outra menor de idade que acusa o duque de York de ter comportamentos impróprios.

Virginia Roberts foi a primeira queixosa a garantir ter sido violada pelo príncipe André, tendo uma das situações ocorrido em solo britânico. Apresentou queixa junto das autoridades britânicas que, de acordo com o Channel 4, decidiram não dar seguimento à denúncia.

A mulher terá apresentado provas fotográficas, cuja veracidade nunca foi contestada pela coroa. O retrato deixa a nu a relação de domínio de André sobre a menor e terá sido tirada na casa de Ghislaine Maxwell, uma amiga de Epstein que serviria como angariadora de clientes.

“Não há nenhuma outra explicação razoável para uma criança americana estar na companhia de adultos que não são familiares dela, numa casa em Londres que pertencia à namorada daquele que é agora um criminoso sexual condenado”, defendeu o advogado da vítima num dos processos que envolve o milionário, que acabaria por se suicidar na prisão, Epstein.

Confrontado com os pormenores do relacionamento de André com Virginia, o Palácio de Buckingham, tal como em 2015, sublinhou em comunicado que: “Negamos enfaticamente que o duque de York tenha tido qualquer tipo de contacto sexual ou relação com Virginia Roberts. Qualquer afirmação em contrário é falsa e não tem fundamento”.

Certo é que, Epstein era amigo de longa data de André, tendo sido – em 2000 – um dos convidados do príncipe para a sua festa de anos. O milionário frequentou ainda outras propriedades da família real britânica com a de Norfolk.

Foi agora também conhecido um empréstimo que o milionário terá feito à ex-mulher do príncipe André, Sarah Ferguson. Serão cerca de 16 mil euros que estão ‘atravessados na garganta’ de Sarah, tudo por causa do que se sabe agora sobre o empresário.

Em conversa com o Evening Standard, Sarah lamentou ter-se aproximado de Epstein. “Abomino a pedofilia e qualquer abuso sexual de crianças e sei que isto foi um gigantesco erro de avaliação da minha parte”.

A notícia da morte de Epstein terá chegado ao casal durante a estada no palácio de Balmoral, onde a rainha Isabel II está a passar férias. A Vanity Fair avança com a informação de que os funcionários reais terão evitado o “embaraço” do príncipe logo ao pequeno-almoço, mas a estupefação chegou pouco tempo depois com Isabel II e o príncipe Philip a prestar todo o apoio ao filho ao contrário de Carlos, que sempre viu com maus olhos a relação do irmão e do milionário.

As suspeitas do envolvimento do príncipe André vieram penalizar ainda mais a família real britânica que tem agora alguns deputados trabalhistas a pedirem uma investigação ao sucedido.

ATV News