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‘A Pipoca Mais Doce’ recorda irmão que morreu num acidente de carro

A Pipoca Mais Doce, Ana Garcia Martins
Instagram

‘A Pipoca Mais Doce’ recordou o irmão que faleceu num acidente de viação quando ela tinha 18 anos. A influenciadora digital partilhou um texto no seu blogue onde falou sobre tudo o que aconteceu e como se estava a sentir.

A também comentadora do ‘Big Brother’ falou, pela primeira vez, sobre o momento que a marcou no dia 15 de agosto de 2006 e voltou recordar a tragédia no ano passado.

“(…) Chamava-se Tiago e morreu há sete anos, num acidente de automóvel. Eu tinha 18 e, nessa altura, uma pessoa de 22 anos parecia-me ser já uma pessoa muito mais velha, com imensas responsabilidades”, começou por escrever.

“É a primeira vez que falo dele neste blog, o que é normal. Tento que este espaço seja divertido (atenção, eu disse “tento”), e este assunto não é, de todo, animado. Mas hoje apetece-me, estou assim-assim, talvez seja por isso. Cá em casa não se fala muito nele. É normal, acho que ainda está tudo um bocado em estado de choque, mesmo que já lá vão sete anos”, acrescentou, recordando o trágico dia.

“Para mim, foi ontem que o telefone nos acordou às três da manhã, que a minha mãe desatou aos gritos, que o meu pai se voltou a deitar, sem dizer nada, e que eu fiquei ali, de pé no quarto dos meus pais, sem saber qual deles atender primeiro. Lembro-me perfeitamente de as pessoas nos entrarem em casa madrugada fora, das cenas de gritos e choro, de eu adormecer e acordar cedo a pensar que tinha sonhado. De saltar da cama, de perceber que era mesmo a sério, de ir ao sítio do acidente e aí sim, deparar-me com a realidade e com a irreversabilidade da coisa”, contou.

“Um carro completamente destruído, toda a gente a agarrar-me. Deviam estar com medo que me desse uma coisinha má e eu caísse ali redonda, mas eu só queria ver. Acho que não há um único dia em que não me lembre disso. Tenho medo de me ir esquecendo das feições, da maneira de ser. Às vezes olho-me ao espelho e fico assustada com semelhanças que nunca tinha visto antes. O que aconteceu é de uma tristeza que não se pode imaginar. Vejo como os meus pais envelheceram dez anos, como perderam tanta alegria e consome-me saber que terão que viver com aquela dor para sempre. Não há injustiça maior”, acrescentou “A Pipoca Mais Doce”

“Esforço-me por não me esquecer do tom de voz, da paixão pelo Benfica, pelos ataques de parvoíce típicos dos irmãos mais velhos, pela mania irritante de quem acha que sabe tudo e tem sempre razão, pela aversão à Matemática. Quando me perguntam se tenho irmãos a tendência é sempre para dizer que não. Explicar a história é complicado, as pessoas ficam constrangidas e, a maior parte das vezes, acabo sempre por levar com um ‘vê-se logo que és filha única’. Já me habituei e não ligo”, terminou.

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Blog – A Pipoca Mais Doce

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