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TVI24 segue os outros

Primeiro mês de emissão mostra pouca inovação e sinais de proximidade aos generalistas.

Programas como os de Alexandra Lencastre e Pedro Granger tentam captar franjas de público que não o habitual de um canal de notícias. Mas, no essencial, a estrutura do TVI24, com um mês de emissão, não difere da da concorrência.

Inovou ou é um clone dos outros canais de informação? Um mês depois do arranque da TVI24, as opiniões apontam no sentido de não haver muitas diferenças entre a emissão de Queluz e as da concorrência. Quando as há, são em programas que aproximam o canal dos generalistas e não do público-alvo deste tipo de transmissões.

O modelo, a organização de grelha e a estratégia da TVI24 não são nem diferenciadores nem inovadores em relação aos outros canais da concorrência. Esta é uma das observações de Rui Cádima, investigador na área dos média. “Em geral, quando há programas que entram em concorrência no mercado televisivo, a tendência é para a aproximação e não para a diferenciação”, explicou acrescentando que em Portugal, mesmo quando se faz contra-programação recorre-se ao mesmo género televisivo: “Telenovela contra telenovela”.

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No entanto, o professor da Universidade Nova de Lisboa encontra alguns factores distintivos no projecto como é o caso dos programas “Rédea Solta”, com Pedro Granger, e “Conversa Indiscreta”, com Alexandra Lencastre. Debates e entrevistas mais ligeiros “que acabam por sair da lógica de um canal temático”, aproximando-se da de um canal generalista, sem com isto se poderem fazer comparações entre os dois tipos de emissão. “Os responsáveis pelos generalistas procuram defender projectos de grupo, mas isso é inaceitável. Os canais devem valer por si só”, rematou.

Visão mais crítica é a de Emídio Rangel, mentor do primeiro canal de informação nacional. “Não traz novidade, limita-se a copiar aquilo que foi criado para a SIC Notícias, que também já devia ter mudado”. “Uma cópia que é cópia nunca é igual ao original”.

Na opinião do ex-director da SIC e da RTP, os formatos mais ligeiros “não são de informação” e “não captam” as pessoas interessadas neste tipo de emissões. “As pessoas que gostam de informação sabem o que querem”, prosseguiu, sublinhando que esse facto se reflecte nas audiências.

Segundo dados da Marktest, de 26 de Fevereiro até 25 de Março, o TVI24 foi o menos visto dos três canais de informação. Continuando a liderança a pertencer à SIC Notícias.

Ana Gaspar, JN

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