TVI

“Na TVI não trabalhamos pela metade”, diz André Cerqueira

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Três meses depois de ter assumido a direcção de programas da TVI, o brasileiro concedeu a sua primeira entrevista à revista TV Guia desta semana.

Foram vários os temas de uma conversa marcada pela inteligência, humildade, coragem e ambição do seu protagonista. Desde o novo rumo que quer dar ao canal que dirige às mudanças no mercado televisivo, nada escapou.

A entrevista começa com uma justificação para o grande investimento que a estação tem feito. “Para se poder angariar publicidade, é importante haver investimento. É importante mostrar novas caras, ter futebol, novos produtos.”, começa por dizer, para depois explicar o seu método de trabalho: “Há dois tipos de canal de televisão: aquele que tem um baixo custo de grelha e um baixo investimento de publicidade e aí o lucro é razoável; e um outro, como a TVI, que tem um custo alto e que dá aberturas para que invistam aqui. Temos tido uma adesão alta, apesar da crise, porque temos apresentado coisas novas. É isso que pretendemos. (…) A TVI é uma televisão forte, que quer investir e quer ter o mercado publicitário. Não trabalhamos pela metade.”

E qual é, afinal, a estratégia de André Cerqueira? “Vamos falar disso no final de Agosto, quando apresentarmos a nova grelha”, começa por dizer o responsável, acrescentando: “O que posso adiantar é que não andamos a brincar. Temos ideias concretas em relação ao futuro. Trabalhamos com objectivos claros e não paramos por nada. Não há dispersões. Prometi que ia empurrar as coisas para a frente, para que elas aconteçam, e podem acreditar nisso. As pessoas falam de uma guerra entre a TVI e a SIC, não há guerra nenhuma. Há um posicionamento forte de uma estação que sabe o que quer. Não fizemos convites a ninguém sem ser à Fátima Lopes. Convidámo-la e trouxemo-la. Apenas isso. Fomos objectivos. Agora, todos sabem que já fizeram 10 ou 12 convites a profissionais da TVI”.

Na referida conversa, o director de programas fez ainda questão de elogiar Júlia Pinheiro: “Não há, hoje, um conteúdo e um formato que não passe pela Júlia, nem sequer as novelas. Não as começo a discutir sem que ela as leia. Há um respeito enorme pelo trabalho da Júlia. Ela é a cara da estação. A Júlia gosta de conteúdos, de criar… mas eu entendo que ela não queira largar o seu programa das tardes, que adora. Se não apresentasse, seria uma incrível directora de programas”, explicou.

E o que sentiu André Cerqueira com a mudança de Gabriela Sobral? “Fiquei triste, mas era uma proposta financeiramente maravilhosa, que não se encaixa no mercado português, e não havia nada a fazer. Não tínhamos intimidade e as pessoas diziam que poderíamos ter problemas, mas não foi isso que aconteceu”, até porque, segundo o brasileiro, “Trabalhámos lindamente”.

Para terminar, como não poderia deixar de ser, falou-se de ficção. E, o director de programas aproveitou para “avisar” a concorrência: “Eu, como director de Programas da TVI, garanto uma coisa: se eles voltarem a dizer que a TVI será líder por pouco tempo e tentarem descredibilizar a nossa estação, respondo-lhes”. E vai então o canal de Queluz de Baixo continuar a apostar na ficção portuguesa? “Sim. Continuaremos à procura de novas histórias, de novas tecnologias… A TVI tem 60 actores exclusivos, os melhores autores, cerca de 25… Não podemos esquecer que damos emprego a milhares de pessoas. Isso também é um posicionamento do canal”, refere André Cerqueira, não confirmando se a estação continuará a emitir três telenovelas diariamente.

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