TVI

Pode ser apanhado pela TVI

Também a TVI não resistiu à fórmula televisiva dos programas de apanhados. Com apresentação de José Pedro Vasconcelos, a nova aposta usa figuras conhecidas nacionais para enganar sujeitos anónimos.

O embaraço sobra para quem vier a deparar-se com a birra de uma actriz conhecida da estação de Queluz num supermercado, por exemplo.

“É um projecto em curso”, limita-se a confirmar a TVI. E a data de estreia será anunciada lá mais para diante. “A seu devido tempo daremos mais novidades”. A produção tem sido assegurada pela produtora CBV, dirigida, entre outros, por Piet-Hein Bakker.

Mais uma vez, José Pedro Vasconcelos desenvolve a sua faceta provocadora e cómica. O actor fez parte da equipa de “Caia quem caia”, programa da TVI apanhado pela crise económica, cujos valores de produção ditaram um fim precoce. Nas palavras de José Eduardo Moniz: “Tivemos de o suspender temporariamente porque é um formato muito caro para a actual conjuntura económica”.

A chegada à antena do novo programa corrobora a tese de um regresso à televisão nacional deste modelo antigo e de provas dadas, arriscando-se ainda a TVI a ser acusada de estar a seguir o caminho introduzido por Nuno Santos, na SIC, com a exibição de “Tá a gravar” e “Não Há crise”, ainda que estes se sustentem sobretudo de imagens importadas.

Também na SIC Radical se vai estrear, em princípio, no próximo mês, uma proposta dentro deste conceito, intitulada “Homens Temporariamente sós”, no original “Balls of Steel”. Comprado à estação Channel 4, este magazine tem um toque irreverente, ao atiçar sentimentos reprováveis, como a raiva, os ciúmes. Sendo que na sua grelha este tipo de entretenimento tem sido recorrente. Em “Apanhados em falso”, um dos mais célebres dentro desta linha, produzido em Itália, Dustin Hoffman e Diego Maradona protagonizaram episódios memoráveis. Em Portugal, o primeiro destes programas contou com Joaquim Letria na apresentação, no início dos anos 90, na RTP2. E nas últimas décadas, entre pausas, foram aparecendo formatos que se apropriaram da ideia base, de “Flagrante delírio” a “k7pirata”.

JN

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