TVI

Pedro Granger explica saída da TVI


Foi há pouco mais de um mês que o ator confirmou que não iria renovar o seu vínculo de exclusividade com o canal de Queluz de Baixo, depois de perto de dois meses de negociações. Embora se especule muito que vá para a SIC, Pedro Granger garante, em grande entrevista à Notícias TV desta semana que não foi esse o motivo para sair da TVI.

“Esta é a primeira vez que eu estou a falar sobre o assunto, (…). E por mais esquizofrénico que possa parecer, eu não saí da TVI com qualquer decisão tomada na SIC. Esta é a verdade absoluta. Não está nada decidido. Se há projetos, e há, eles são apenas projetos, não há nada decidido. Eu saí da TVI por uma opção de vida neste momento. Não queria continuar com aquele laço exclusivo com a TVI. Mas há uma coisa que é preciso explicar, para que não subsistam dúvidas: o meu contrato acabou em maio, eu não rescindi um contrato, não deixei um contrato a meio com  a TVI. Não, o meu contrato acabou em maio. Em junho e julho, inclusivamente, já não recebi dinheiro da TVI.”, começou por dizer o jovem.

Mais à frente na entrevista, o Tiago de Sedução continuou a falar sobre os motivos que o levaram a não renovar com a TVI. “Acho que cansar não seja a palavra certa. Mas foram muitos anos na mesma casa com um tipo de projetos muito repetitivos. O principal produto que a TVI tem são as novelas. E atenção, é importante: as novelas têm dado emprego a muitos atores. Eu não sou um anti-noveleiro.”, adiantou, acrescentando que “não se trata de estar farto (de novelas). O que penso é que não nos podemos encostar aos louros conquistados. É preciso diversificar. O que havia na TVI neste momento para mim era mais do mesmo. Até porque em termos de entretenimento, a TVI não tem uma oferta tão diversificada como os outros canais”.

Com intenção de se dedicar agora à apresentação, Pedro Granger garantiu que recebeu dois convites de Queluz de Baixo, mas que acabou por recusar. “Sim, (a TVI) apresentou (proposta para Secret Story II). Tivemos várias reuniões, ou algumas propostas que me foram apresentadas. E eu respeitei as ideias deles, mas recusei. E acho que eles entenderam-me”. E nem o facto de poder trabalhar com a “amiga” Teresa Guilherme o demoveu:  “Eu gosto muito da Teresa, somos amigos. Se ela está feliz, eu fico um bocadinho mais feliz. Acho que já era merecido o regresso da Teresa à televisão. Foi tempo de mais afastada. Se me pergunta se nos íamos divertir a apresentar a Casa dos Segredos, eu respondo-lhe: “claro que sim, tenho a certeza absoluta”. Que coisa melhor do que trabalhar com amigos? Mas não me parecia que fosse um projeto indicado para mim nesta altura”.

Outro dos projetos em cima da mesa foi, tal como se escreveu recentemente o Canta Comigo: “Foi. Era outro desses projetos, mas não me seduziu. Não acho que fosse uma escolha acertada para mim”, adiantou, acrescentando: “Não é o facto de ser em prime-time para muita gente que me seduz. Um dos programas que mais gostei de fazer foi o Rédea Solta, que era na TVI 24. Era um dos três programas mais vistos do canal, mas era no cabo. Portanto, isso não tem nada a ver com a dimensão do projeto. Eu tenho é que sentir que me apetece fazer aquilo, que aquilo que vou fazer faz sentido na minha carreira”, explicou.

Apesar de tudo, Pedro Granger confirmou que chegou a estar perto de continuar na TVI: “Sei que até determinado momento as coisas estavam bem encaminhadas e eu estava muito próximo de continuar na TVI. Até que a partir de um certo momento, as prioridades da TVI e as minhas não se conciliavam.”; e apontou os nomes dos profissionais com quem se reuniu e que tudo fizeram para o manter no canal: “As reuniões que tive foram sempre com o Bernardo Bairrão, que também já não está lá, com o Luís Cunha Velho e com a Helena Forjaz, que foram pessoas que fizeram de tudo para que eu ficasse na TVI. Aliás, enquanto o Bernardo Bairrão lá esteve, as coisas estiveram sempre bem encaminhadas para eu continuar na estação. E acabei por ter também uma reunião com o Bruno Santos, que gostei muito, porque é um criativo cheio de ideias e projetos”.

E foi precisamente a saída de Bernardo Bairrão e de outros profissionais do canal de Queluz de Baixo, como Manuela Moura Guedes ou Gabriela Sobral, que “ajudaram” a que Pedro Granger perdesse alguma motivação: “É óbvio que com a saída deles perdeu-me motivação. Ainda para mais quando se sabe a forma como alguns deles saíram”, afirmou, acrescentando: “(…) Não há dúvida que essas saídas me fizeram um bocadinho perder a vontade de ficar. Foi gente a mais a sair. Foi um período difícil. Quando estamos numa casa como a TVI, é importante sabermos qual o nosso papel”. E o jovem deixou de saber qual era o seu papel: “Mas, a partir de um certo momento, senti que era um bocadinho um ator e apresentador dos outros, dos que já partiram. E não um da TVI. Os meus pais sempre me ensinaram a não ter vergonha do que somos e das amizades que temos e a defender os amigos até ao fim. E não é por essas pessoas já não estarem na TVI que eu vou deixar de ser amigo delas. Não é por haver discussões mais públicas com determinados intervenientes que eu vou deixar de assumir as minhas amizades”, concluiu.

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