TVI

Marcelo Rebelo de Sousa e a sua relação com a TVI

Foi a 23 de Maio de 2010 que Marcelo Rebelo de Sousa regressou à TVI. Depois de seis anos sem comentar no canal da Media Capital, o professor sente-se satisfeito com este novo desafio, mesmo não tendo José Eduardo Moniz a seu lado. “A minha teoria é de que mesmo os mais exepcionais não são insubstituíveis. E eu, que sou professor, tive vários alunos insubstituíveis, encontrei alunos que à partida não eram excepcionais a fazer carreiras tão boas como os ditos excepcionais. Acho que não podemos ficar presos ao passado. Moniz fez um percurso notável, mas esta é uma nova fase”, confessou à Notícias TV desta semana.

Em relação às audiências do Jornal Nacional ao domingo, dia que marca presença no noticiário, Marcelo Rebelo de Sousa aponta que actualmente o público, no geral, está mais desperto para os acontecimentos do país. “A mulher passou a ser mais activa e a ter uma maior participação na vida política. Em 2000, eram os homens que faziam as intervenções políticas e me mandavam cartas, agora são muitas mulheres. Tudo o que é saúde, educação, segurança social e problemas do quotidiano são assuntos que as mulheres já dominam e esse, sinto, é uma diferença muito grande”, explicou.

O comentador da estação de Queluz de Baixo falou ainda da boa relação que tem com o director de informação da TVI, Júlio Magalhães: “O Júlio é uma boa surpresa para quem não o conhece bem. Eu acho que o conheço bem porque isto de estarmos muitos anos, todas as semanas, o encontro, o estar a conviver em estúdio e fora de estúdio, dá para conhecer as pessoas. O Júlio Magalhães foi muitas vezes subestimado. Houve quem dissesse que ele é um óptimo pivô, quem lhe chamasse um óptimo entretainer, mas isso também me chamaram a mim”. Rebelo de Sousa acrescentou ainda o seguinte: “O Júlio tem qualidades pessoais que são fundamentais para uma chefia num tempo de transição. Num tempo de transição, qual era o risco a seguir à saída de José Eduardo Moniz? Era a… orfandade. Era ficar a sonhar com o “pai”, com o regresso do “pai”. Como é que vamos viver sem o “pai”? E nós vamos morrer sem o “pai”! Bom, o que é facto é que nesse período de transição houve, numa equipa que é ampla, uma pessoa que tem uma empatia natural para compreender os outros, para amortecer choques, para digerir sensibilidades, como foi o estar na boca do mundo todos os dias com o caso PT/TVI… Aguentar isto com boa disposição e com inteligência, sabendo gerir o espaço de manobra, requer muito talento”.

De referir ainda que o professor universitário, não respondendo se Manuela Moura Guedes faz falta à televisão portuguesa, afirmou que o seu estilo marca a informação portuguesa. “Manuela Moura Guedes sempre foi uma figura muito dinâmica e activa na televisão portuguesa. Tinha um estilo muito pelicular de informação e as pessoas podiam gostar ou não”, avançou à revista do Diário de Notícias.

Por fim, o militante do PSD falou ainda da possibilidade de Moniz integrar a direcção de programas da SIC. “Vamos ver. Só depois da resposta dele (Francisco Pinto Balsemão) é que vamos ver se o espaço de regresso de Moniz é maior ou menor”.

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