Cabo TVI

Júlio Magalhães lança críticas ao TVI 24 e restantes canais de notícias

Vários meses depois de se ter demitido do cargo de diretor de informação de Queluz de Baixo, o jornalista falou com a edição desta semana da revista Notícias TV, comentou um assunto que acha bastante atual e falou ainda sobre o canal de notícias da TVI.

Na opinião de Júlio Magalhães, os canais informativos portugueses podem pôr em causa a sua independência jornalística: “Não há espaço para tantos canais generalistas”, defende, acrescentando que estes canais pela exigência das suas características “começam a desvirtuar o equilíbrio entre as forças políticas e a comunicação social”.

A explicação pode ser dada por duas perspetivas: “São canais que têm 24 horas de informação e em que, em grande parte da emissão, é exigida a presença de um pivô e dois comentadores. Os economistas, os banqueiros, os políticos estão lá todos. Há aqui uma mudança de paradigma e os partidos, por exemplo, metem quem querem nas televisões, se for preciso, nos três canais a mesmo tempo”, afirmou o pivô do Jornal das 8, apresentando ainda outra perspetiva: “Com a crise, não se aumentam os recursos humanos. Logo, o esforço aumenta e, por isso, a qualidade não pode ser a mesma. Para se ter um canal nestes moldes, deixa de haver o cuidado no tratamento da informação. Se repararmos, já quase só interessa o vivo da reportagem. O jornalista esteve no local, mas a informação tem que estar no ar rapidamente.”

Sem receios, Júlio Magalhães defendeu que a solução é mesmo “não dar passos maiores do que a perna” e admite que “a TVI 24 foi um passo maior do que a perna”, até porque “É preciso investir em pessoas”, adverteu.

A terminar, o antigo diretor de informação da televisão de Queluz de Baixo adiantou ainda que a criação de canais de notícias acabou por “esvaziar completamente os generalistas” e dá o exemplo da SIC Notícias: “A hegemonia da SIC Notícias valeu-lhe a perda de influência na antena generalista, porque os canais não têm recursos para apostar em duas coisas. Os telejornais dos canais abertos vão ser cada vez menos influentes”, concluiu.

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