TVI

Hugo Sousa orgulha-se do trabalho na ficção da TVI


É, atualmente, um dos mais conhecidos realizadores das telenovelas e séries da televisão de Queluz de Baixo, mas nem por isso deixa de manter a humildade com tudo o que construiu. É em entrevista à TV 7 Dias desta semana que Hugo Sousa fala um pouco sobre aquilo que tem feito ao longo da sua carreira.

“Os Morangos com Açúcar são o meu ‘bebé’. Entrei no quarto mês da primeira temporada e, desde então, abracei este projeto. E tenho dificuldades em largá-lo, já estive para o fazer e acabo sempre por não conseguir”, começa por dizer, justificando como é que se mantém a criatividade numa série tão duradoura: “O fato do elenco mudar ajuda bastante. A parte mais difícil é criar novas histórias com os autores e novos ambientes e aí tentamos ir em busca do que é feito lá fora e do que percebemos que o espetador quer. Tentamos adaptar-nos ao mundo conforme ele é. O musical foi assim, já era feito lá fora há muitos anos e daí surgiu a ideia de criar uns novos Morangos”.

Hugo Sousa mostrou-se ainda bastante contente por ajudar a “criar talentos”: “Inicialmente, é um desafio fazer deles atores. Leva tempo, às vezes acertamos, outras não. Ao fim de oito anos temos momentos em que é difícil gerir isso, mas é estimulante olhar para trás e ver que as grandes estrelas da TVI, neste momento, todas se estrearam nas minhas mãos, a fazer os Morangos. E isso dá-me alento para todos os anos pegar numa nova fornada e pensar: ‘Embora lá pegar nestes putos e fazer deles bons atores e as estrelas do canal daqui a cinco ou oito anos’”, afirma.

A terminar, o realizador confessou ainda que também sente vontade de fazer outros projetos que não Morangos com Açúcar: “Sim, mas vem também porque eu, após determinada fase, não queria fazer só Morangos, queria voltar às novelas da noite – que foi, aliás, onde comecei. Na altura, pedi-o ao André Cerqueira e acho que funcionou. Pelo menos, na primeira novela que fiz como coordenador, ganhámos um Emmy. Acho que fui bem-sucedido. Não é que Morangos seja diferente, mas é mais difícil”.

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