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“Fernanda” de “Mar de Paixão” inspirada em filha de Artur Agostinho

Foi há 23 anos que Emília Agostinho viu a sua vida desmoronar. Um acidente grave levou-lhe o marido e o filho, então com sete anos.

Tudo aconteceu em Janeiro, como relatou à TV 7 Dias: “O Rodrigo faleceu em Janeiro. Ele andava no colégio Avé Maria, em Alcântara. Nessa manhã, estava chocho. Eu naquele dia tinha uma coisa qualquer dentro de mim… e pensei que, se calhar, era melhor não o deixar na escola, mas ele disse-me que estava bem. Voltei atrás para lhe dar mais um beijinho e fui para o trabalho. Como estava preocupada, liguei para a escola e disseram-me que ele estava bem, mas eu liguei ao pai dele e disse-lhe para o ir buscar. Quando iam a caminho da casa da minha mãe, veio um camião TIR do lado da ponte e o carro deles foi abalroado. O meu filho ficou com um ar muito sereno, tiraram-no facilmente, acho que ainda mexia os olhos; o pai ainda ficou encarcerado e morreram os dois”, contou.

Toda a dor que a filha de Artur Agostinho foi também ela partilhada com o pai, que a ajudou a superar tamanha tragédia. Hoje, Emília, com 57 anos é presidente da Instituição “A Nossa Ancora”, onde se fala da dor e do sentimento de perda de um filho.

Toda esta história da “vida real” serviu de inspiração a Patrícia Müller para escrever a trama central de Mar de Paixão. Na mesma entrevista, a filha de Artur Agostinho elogiou a autora: “Vejo os episódios e estava cheia de curiosidade. Dei-lhe os parabéns porque está muito bem retratado e a Fernanda fez muito bem o papel. O sentimento de culpa existe, o pai a acusar a mãe por ter dado os órgãos, o sentimento de posse por um filho é importante.” Sem querer tirar partido por nenhuma das personagens, Emília deu o seu parecer: “Percebo a parte do pai, mas também a da mãe e a família divide-se”, disse. No final da conversa com a equipa da TV 7 Dias, a senhora referiu ainda que tem a certeza de que quando partir, terá o seu filho a recebê-la de braços abertos.

Histórias da “vida real” que, embora estejam relacionadas com uma figura muito acarinhada pelo público, Artur Agostinho, não deixam de servir de inspiração à ficção nacional.



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