TVI

«Dinheiros Públicos, Vícios Privados» em «Repórter TVI»

Repórter TVI

São colégios privados, totalmente financiados pelo estado, ou seja, pagos por todos nós. Só este ano receberam de financiamento qualquer coisa como 25 milhões de euros.

Foram construídos de Norte a Sul do país, onde supostamente as escolas públicas já não podiam receber mais alunos. Mas, na realidade, o que uma equipa da TVI encontrou no terreno é completamente diferente. Foram encontrar escolas públicas subaproveitadas, com salas vazias, à espera de alunos que foram transferidos para os colégios privados.

O próximo «Repórter TVI» mostra também um retrato do que se passa nesses colégios, com professores a serem ameaçados de despedimento, denúncias de manipulação de notas, professores que se sujeitam a humilhações. Ao todo são 26 colégios, todos do Grupo GPS, que tem como consultores deputados e ex-Secretários de Estado que depois de deixarem o cargo, passaram a trabalhar para o grupo.

«Dinheiros Públicos, Vícios Privados» é uma reportagem da jornalista Ana Leal, com imagem de Gonçalo Prego e montagem de Miguel Freitas. Esta reportagem será emitida amanhã, segunda-feira, no «Jornal das 8».

  • Paula

    Vi a reportagem da TVI e embora tenha enorme respeito pelo trabalho dos jornalistas este pecou pela parcialidade. Eu sou mãe de uma aluna do Colégio Santo André, da Venda do Pinheiro, já há 5 anos. No entanto que fique claro que não tenho nenhum interesse no grupo ou no colégio, apenas o de repor a verdade. O Colégio surgiu de facto para colmatar dificuldades causadas pelo enorme afluxo de alunos a esta área geográfica e resultou claramente mais favorável ao erário público. Nos 5º e 6º anos tive de pagar mensalidade (porque havia alternativas no agrupamento) e posteriormente já não, desde o 7º (ela está no 9º). É uma instituição em que o valor por turma é claramente inferior ao praticado no ensino público, em que há professores dedicados e empenhados em ajudar os alunos com os quais têm um fantástico relacionamento. A organização é absolutamente excelente: só para terem uma ideia no inicio de cada período entregam aos alunos um mapa com as datas dos momentos de avaliação (dia e hora), da entrega dos trabalhos e da avaliação oral, que são sempre cumpridos. Os resultados escolares falam por si!!!!!! Ninguem duvida da qualidade do ensino e mesmo os alunos que saem, afirmam que o fazem por o colégio ser exigente em termos de trabalho, coisa que muitos não estão dispostos a fazer. Tudo isto são coisas que estranhamente não referem. Pois os colégios do grupo e particularmente o Santo André estão sempre nos lugares cimeiros dos “ranking” nacionais. Só pude assistir a comentários de ex – professores ( que por algum motivo são ex) e de declarações de professores da instituição publica que se sentem “ameaçados”, provavelmente por acharem que ficam os seus postos (e direitos) em causa. Mas os Colégios são o que são: entidades com regime privado e gestão privada, que se limitam a proporcionar serviços públicos. A questão é o que o fazem bem e eficazmente!

  • sergio

    Paula, a reportagem fala de laranjas e você está a falar de maçãs.
    “A questão é o que o fazem bem e eficazmente!” – viu a reportagem toda, ou “encomendaram-lhe” esse comentário?

  • msilva

    Paula… a sério? Mesmo depois de o director ser apanhado nesta reportagem, mais do que uma vez, a evitar e fugir as questões mais incisivas? Os resultados não estão em questão. A Nike, Apple e companhia também “fabricam” materiais “de primeira”, mas sabe como eles são obtidos?

    Você está a ver o que quer ver, como qualquer outra pessoa, não a culpo por isso.

    O seu filho(a) tem boas notas, o resto que se lixe. Você não percebeu nada desta reportagem.

    p.s.: “No entanto que fique claro que não tenho nenhum interesse no grupo ou no colégio, apenas o de repor a verdade.” – quem não deve não teme… conhece a expressão?

  • Filipa

    Parabéns pela reportagem! Parabéns pela verdade nua e crua! Continuem a mostrar o que realmente se passa. Colégios privados só querem do bom e do melhor, mas a verdadeira essência da educação está no ensino público. Saber e conseguir trabalhar com os casos de alunos mais problemáticos e com necessidades especiais não é para todos é só para a escola pública, pois os privados não os querem. E no meio disto tudo falta o dinheiro que anda por outras bandas…mas a escola pública faz e sempre fará omeletes sem ovos!!!

  • Zéia Jacinto

    Como é que é possivel tanto egoismo Paula. Só olha para o seu umbigo? Não sabe mesmo o que é ser ameaçado profissionalmente. O que está em causa não são as notas da sua filha, mas a auto estima de muitos execelentes profissionais. Só espero que um dia destes, a Paula ou alguém da sua familia, não tenha de enfrentar um despedimento injusto e que este a leve a problemas graves, tais como pudemos constatar nesta brilhante reportagem. È pena que Portugal esteja minado de pessoas como a Paula, afinal, o que importa não é o bem estar comum mas só só o seu. Parabêns á TVI.

  • O Conquistador

    Isto para mim não passa de papel higiénico pois os neste país os xulos nunca irão bater com os costados na pildra
    Areia há muita na praia….

  • Ana

    Eu sou uma ex funcionária do Colégio Santo André e sei bem do que esta reportagem fala, vivi na pele muito do aqui descrito. Os lesados não são só os professores, são também os funcionários. Em termos de ensino podem ser exigentes, podem estar nos melhores lugares do ranking mas a que custo?Muitos dos pais e dos alunos não se apercebem do que acontece nos “bastidores” mas digo-lhes que não é um local fácil de se trabalhar

  • santos

    para além do problema grave que é a eduação ou falta dela, as pessoas lesadas, etc etc, é a corrupção que existe… é uma verdadeira vergonha… está o país falido para os gestores, consultores e tudo o resto estar montado em 80 carros com dinheiro que é de todos os portugueses, mas até onde vai a caras de pau desta gente…este país está totalemnte decandente, isto é uma falta de respeito, de responsabilidade para não falar mais nada… estes senhores deviam estar presos…

  • CARLOS

    PARA A PAULA ; A SUA DEFESA DEVE SER APENAS COM O RECEIO QUE UM DIA PERGUNTEM A SUA FILHA ONDE ESTUDOU E AO DIZER QUE FOI NA GPS NAO ENCONTRE TRABALHO PORQUE EU SEI E VEJO TODOS OS DIAS RESULTADOS DE TESTES DE ALUNOS DO GRUPO E VEJO O QUE APRENDEM LA SO NÃO SEI O QUE FARÃO MUITOS DELES QUANDO TIVEREM DE FAZER EXAMES DE ADMISSÃO PARA A FACULDADE E SÓ DEPOIS VEJAM QUE AFINAL NÃO APRENDERAM NADA POIS PASSAVAM A FORÇA APENAS PARA A GPS OBTER FINANCIAMENTOS E RANKING CLARO QUE HAVERÁ CERTAMENTE EXCEPÇÕES MAS POUCAS INFELIZMENTE POR ISSO PAULA O QUE DEFENDE NÃO É A REALIDADE MAS AQUILO QUE ELES QUEREM QUE OS PAIS VEJAM E TODOS OS CONTRIBUINTES.

  • jorge

    Este trb jornalístico da profissional repórter Ana Leal e da restante equipa é magnífico. Diria mesmo que está breve reportagem se anteçipou á investigação Policial.

    Sobre este assunto quero deixar 1 referência, o ensino privado(Colégios) deveria ser pago pelos educadores e de maneira nenhuma pelos contribuintes ( todos nós), o ensino não é 1 negócio, em que se faz de tudo para obter o máximo lucro, isto é manipulação e chantagem do poder sobre quem necessita ganhar vida honestamente para sobreviver.

    Estes Sr.os “ex. Ministros” de anteriores governos, a provar-se o que vem na peça, São uns igoistas selvagens, que não olham meios para conseguir seus fins. Nós, “o povo”, fazemos das tripas coração, trabalhamos 8, 12 e ás vezes 16 horas por dia, para andar-mos de cabeça erguida e honrar com os nossos compromissos e despesas, vemos por outro lado estes “Vermes Rastejantes” e “ediondos inergumeros” , a reçeber milhões de euros por ano,” (desde 2010 foram 81 milhões), (e só este ano já vai nos 25 milhões), para fazer de tudo (gastar o dinheiro, numa frota automóvel milionária, do administrador da GPS e tb o filho), em vez de gastar esse mesmo dinheiro, para ensinar os alunos nos colégios do Grupo GPS, não, fazem pior, obrigam os professores a assinar contratos de trb, que violam a lei do ensino e ainda por cima os chantagiam no sentido de obrigar a dar notas positivas a determinados alunos, que não têm mérito nas avaliações que fizeram.

    É este tipo de politica, a que “eles” chamam de democraçia???

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