TVI

Desilusão em “Sedução”

A desilusão está estampada no rosto de Rui Vilhena. Ciente de que Sedução é uma boa novela, o autor está sentido com as opções que a estação de Queluz de Baixo tomou. Assim, Rui Vilhena considerou que chegou a altura de terminar o seu silêncio, e manifestar o desagrado que sente com a TVI: “Estive sempre calado porque achei que não me devia pronunciar. Não podia continuar em silêncio. Decidi falar agora, pela primeira vez, para defender o meu trabalho e todas as pessoas que estão envolvidas nele e que acreditam na novela”.
O profissional do canal da Media Capital é directo: “A paciência do público tem limites e nós estamos a pagar agora a factura de andarmos constantemente a mudar o horário das novelas. A novela foi prejudicada por uma decisão precipitada”. Sabendo que as suas novelas tendem a ser mais complexas, Rui Vilhena não considera que esse tenha sido o motivo pelo qual os telespectadores deixaram de visionar Sedução. “Na primeira semana a novela fez muito bem. Ao terceiro dia de emissão, a TVI decidiu mudar de horário. O que me foi dito é que a novela faria melhor num horário tardio. Eu não concordei. Mudar de horário ao fim de três ou quatro episódios quer significar alguma coisa, passa uma mensagem negativa cá para fora”, explicou.

O mal-estar em Sedução estende-se assim a toda a produção e elenco. Isabel Medina, directora de autores da novela, confessa o seguinte: “O grande balde de água fria foi logo a primeira mudança, ou seja, quando a novela deixou de ser emitida em horário nobre e passou para as 23:00. Muito pouco tempo para fidelizar público. Houve precipitação por parte da TVI. Gostaríamos que a estação tivesse dado mais tempo a Sedução“.

Quem também não ficou agradado com a decisão da estação de Queluz de Baixo foi João Perry. O actor demonstrou tristeza nas suas declarações à Notícias TV: “A desculpa que a TVI dá para atirar a novela para mais tarde é que a novela é elaborada de mais para um público popular. Dizem que não tem suficientes cenas de amor, que tem um contexto demasiado profundo”.

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