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Carlos Cruz: “Haverá um dia em que se descobrirá a fraude e embuste que foram criados”

Reprodução Instagram

Carlos Cruz foi o convidado deste sábado do ‘Conta-me Como És’, da TVI, e não deixou nada por dizer sobre o caso Casa Pia. O eterno ‘homem televisão’, que esteve envolvido o maior escândalo de pedofilia em Portugal, garante que foi vítima de “fraude e embuste”.

Foi há quinze anos que o país foi surpreendido pela detenção do apresentador Carlos Cruz, condenado pelo crime de pedofilia. Agora, após ter estado na cadeia a cumprir pena, até julho de 2016, reforça a convicção de pedir a reabertura do processo, depois da decisão favorável do Tribunal Europeu dos Direitos do Homem.

“Como o estado português não reclamou da sentença, agora vou pedir a reabertura do processo. Haverá um dia, nem que seja depois da minha morte, em que se descobrirá a tremenda fraude e embuste que foram criados”, afirmou.

“Pode ser que agora leiam a verdade como a verdade. Na sentença está escrito que não há nenhuma prova contra mim”, garante, recordando ainda como é que a família lidou na altura com esta condenação.

Carlos Cruz recorda que Raquel Rocheta, com quem estava casado na altura e de quem tem uma filha, “ é uma das grandes vítimas do processo Casa Pia”.

“Nos sacrifícios que teve de fazer para me apoiar. A Mariana tinha 10 meses quando eu fui preso. É uma mulher fantástica ao lado da qual vivi anos muito felizes. Tenho pena da nossa relação ter tido um fim. Não era justo para ela e talvez não fosse justo para mim”, recorda.

Num vídeo gravado pela filha mais nova esta revela que o dia em que o pai saiu da prisão foi o melhor da sua vida. O antigo apresentador recordou ainda como é que lhe contou o processo em que estava envolvido. “Expliquei-lhe ‘há uns rapazes que mentiram à polícia, que dizem que o pai fez coisas que não fez’. A Mariana viveu com o processo sem grandes traumas. Hoje já sabe tudo em pormenor”, afirma.

Já no que respeita à filha mais velha, Marta Cruz, houve uma reaproximação após ter sido saído da prisão. “Tinha um peso na consciência em relação à adolescência da Marta porque fui um pai bastante ausente”, começou por dizer, explicando que quando saiu da cadeia foi para um hotel e posteriormente para casa dela.

“A minha ausência foi toda preenchida com esta convivência. Descobrimos que nos amamos muito, eu e ela. O remorso que eu tinha desapareceu”, conclui.

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