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Conheça as personagens de «Saramandaia»

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A estreia em Portugal está marcada para amanhã, e o A Televisão apresenta-lhe então as personagens centrais de Saramandaia, o remake da produção com o mesmo nome que foi emitida na década de setenta no Brasil. Fique a conhecê-las.

Um dia, o vereador João Gibão (Sergio Guizé) acordou assustado. Sonhou que a cidade deveria chamar-se Saramandaia para finalmente alcançar a paz e a tolerância. Habituado com as visões premonitórias que costuma ter, apresentou o projeto à Câmara e conseguiu um bom apoio, liderando o movimento e incomodando os tradicionalistas de Bole-Bole. O sonho resume o seu principal desejo: deixar de sofrer por sentir-se diferente dos outros. João está cheio de complexos porque nas suas costas existe um par de asas. Leocádia (Renata Sorrah), mãe de João, é a única que sabe da sua condição. Ele é apaixonado por Marcina (Chandelly Braz) e esse amor só aumenta ainda mais as suas angústias, uma vez que a namorada não entende o motivo de tantas reservas.

João é irmão de Lua (Fernando Belo), o prefeito da cidade. Apartidário e honesto, governa para o povo, sem levar em consideração interesses próprios nem se dobrar a ameaças dos poderosos da região. Depois de anos das administrações centralizadoras do fazendeiro Zico Rosado (José Mayer), Lua foi eleito por habitantes cansados das desavenças entre as famílias rivais. Mesmo com um irmão saramandista, não se posiciona e é justamente sua neutralidade que incomoda a namorada Zélia Vilar (Leandra Leal), grande amiga e parceria do cunhado João.

Tibério Vilar (Tarcísio Meira) nasceu e cresceu a conviver com o ódio da sua família pelos Rosado. Aprendeu a sentir o mesmo pelos rivais, sem nem entender o porquê de tanta animosidade. Em seus áureos tempos, foi extremamente violento no comando da fazenda… talvez para tentar extirpar a grande frustração de sua vida: não ter conseguido lutar pelo amor de Candinha Rosado (Fernanda Montenegro). Hoje, Tibério vive fechado dentro da sua própria casa, sentado na sua poltrona. E, por isso, começou a criar raízes, que lhe saem das pernas e entram no chão. O fato de estar tornando-se uma árvore não o incomoda, mas resmunga quando Cleide (Ilva Niño), a sensata e fiel governanta da casa, recolhe alguns galhos e folhas dos seus ombros.

Tibério é avô de Pedro (André Bankoff) e Zélia (Leandra Leal), a quem entregou a administração dos canaviais e da fábrica de açúcar e álcool da família. Criados em São Paulo pela mãe Vitória (Lilia Cabral), os dois decidiram ficar com o avô depois de algum tempo na fazenda. Os irmãos encabeçam o movimento pela troca do nome da cidade e organizam manifestações que tiram Zico Rosado (José Mayer) do sério.  Mas nem as formigas que lhe saltam pelo nariz quando ele fica nervoso, amedrontam a determinada Zélia.

Vitória (Lilia Cabral), agora viúva, esteve 30 anos em São Paulo. Quando regressa, o fazendeiro Zico Rosado (José Mayer) nem acredita que está diante do seu grande amor da adolescência. No princípio, os dois resisitirão ao amor que os une, mas rapidamente Vitória se aprecebe que ainda se derrete por Zico. A atração entre os dois é algo inexplicável. Zico nunca aceitou ter sido abandonado por Vitória há três décadas e sente um misto de paixão e vontade de a domar. Mas,  Zico ainda é casado com Helena (Ângela Figueiredo). Recatada e submissa, quase não sai da fazenda Rosado. Sente que o marido não a ama verdadeiramente, mas nem desconfia do seu romance com Vitória. A viúva Candinha (Fernanda Montenegro), a matriarca dos Rosado também mora na fazenda. Passa os dias a falar com as suas companheiras imaginárias e espera ansiosamente o dia em que Tibério (Tarcísio Meira) irá buscá-la.

Candinha tem uma neta, Laura (Lívia de Bueno), que aparece na fazenda, depois de ter estado no Rio de Janeiro e em São Paulo uma série de anos, onde sofreu uma grande decepção por causa de Carlito Prata (Marcos Pasquim), afilhado de Zico, que encantou e enganou a jovem. O empresário é um rapaz bonito, sedutor e ambicioso. Braço-direito do padrinho, volta para Bole-Bole depois de saber do referendo: ele volta para impedir que os saramandistas ganhem, uma vez que receia que a cachaça, da propriedade de Zico, perca prestígio com a troca do nome da cidade e os abale economicamente.

Stela (Laura Neiva) é a princezinha do avô Zico e da bisavó Candinha. Foi criada por Helena (Ângela Figueiredo) depois que o seu pai Zé Mário morreu, por encomenda dos Vilar, e acredita que a sua mãe faleceu no parto. Não desconfia que a sua história também esconde um segredo. Um dia, passeando pela cidade, Stela atrai o olhar de Tiago (Pedro Tergolina), filho mais novo de Vitória (Lilia Cabral). O menino nasceu na cidade e é bastante urbano. Ele só começa realmente a gostar de Bole-Bole depois de encantar-se com a beleza de Stela. Tenta aproximar-se dela, que resiste por saber do grande ódio que separa as famílias.

O professor Aristóbulo (Gabriel Braga Nunes) é presidente do Centro Cívico e luta pela causa bolebolense. Nas noites de quinta-feira, é comum vê-lo a vagear pela cidade, enquanto espera a meia-noite, altura em que se transforma em lobisomem. Aristóbulo não dorme há mais de 10 anos e está sempre à procura de alguma coisa que o ajude a passar o tempo durante a madrugada.

Dona Pupu (Aracy Balabanian) acredita que a única solução para o filho é encontrar uma esposa. Por isso simpatiza imediatamente com Risoleta (Debora Bloch), a dona da pensão da cidade, que está encantada pelo misterioso Aristóbulo. Mas Risoleta e suas meninas Dora (Carolina Bezerra) e Rosalice (Camila Luciolla) não são bem vistas pelas cidadãs bolebolenses. Assim como quase todos os moradores de Bole-Bole, Risoleta também tem seus segredos e arrependimentos: ela foi prostituta.

Mas a quase sogra Dona Pupu nem desconfia. A divertida e risonha senhora passa os dias ocupada a mimar o filho e a cuidar do falecido marido. Belisário (Luiz Henrique Nogueira) pode assustar à primeira vista, mas é apenas uma simpática cabeça dentro de um frasco de vidro. Foi esse o único membro que os malfeitores deixaram para a família quando o mataram numa emboscada. Companhia constante da esposa, Belisário até dança valsa com Pupu, interagindo com ela nos seus pensamentos e devaneios.

Cazuza (Marcos Palmeira) é tradicionalista, conservador e exímio bajulador de Zico Rosado (José Mayer). É dono da única farmácia da cidade e, quando fica exaltado, deita literalmente literalmente o coração pela boca. O problema é tão sério que já foi inclusivamente dado como morto, depois de uma acalorada conversa sobre o referendo na pensão de Risoleta (Debora Bloch). Desde essa altura, jurou à mulher Aparadeira (Ana Beatriz Nogueira) nunca mais colocar os pés no local.

Evangelina, mais conhecida como Redonda (Vera Holtz) anda pela cidade com os seus mais de 250 quilos, entre idas à igreja e visitas às amigas Aparadeira (Ana Beatriz Barros) e Fifi (Georgeana Góes). Tradicionalista ferrenha, não pode ver João Gibão pela frente. Espalhafatosa e muito resmungona, só se mostra mais simpática quando o franzino e discreto marido Encolheu (Matheus Nachtergaele) elogia as suas volumosas curvas e se encanta com a sua disposição para comer. O coitado sofre do estômago e, infelizmente, não tem o mesmo apetite que a esposa. É considerado o consultor meteorológico da cidade, porque prevê o tempo de acordo com a dor nos ossos de sua costela.

A filha Bia (Thaís Melchior) não segue a mesma ideologia dos pais. Namorada de Pedro (André Bankoff), ela é presença certa nas manifestações saramandistas, provocando a ira da mãe Redonda. Alegre e positiva, preza a sua independência apesar de querer casar.

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