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SIC reage à postura da TVI em querer pôr de parte a GfK

É a notícia do dia: a TVI anunciou que vai deixar de ter em conta as audiências da GfK e que vai assinar um contrato com a Marktest para que esta lhe forneça os dados, tendo em conta o seu painel. Este anúncio já despoletou algumas reações e agora foi a vez da SIC se pronunciar, através de comunicado, revelado agora pela agência Lusa.

Em comunicado, «A SIC lamenta, desde já, a opção de não se respeitarem as regras adotadas  em sede de autorregulação, depois de as mesmas terem sido aprovadas por  unanimidade pelos membros da CAEM (Comissão de Análise de Estudos de Meios)” e considera «ter total legitimidade para o fazer:  um dos seus canais, a SIC Notícias perdeu, com o novo sistema de medição  de audiências, a liderança entre os canais temáticos, posição que ocupa,  desde que surgiu, há 11 anos».  Mas, esse facto, «não levou a SIC ou a SIC Notícias, nem os seus  responsáveis, a criticar publicamente a GfK ou a CAEM. Aliás, no passado,  mesmo quando a SIC se sentiu prejudicada, a estação sempre manteve uma posição  coerente com a atual, manifestando a sua opinião na sede da CAEM».

No mesmo comunicado, a SIC estranha que antes que a conclusão da auditoria ao sistema  da GfK, aprovado a 12 de março, «por todos os membros da CAEM, já tenham sido tomadas medidas paralelas e unilaterais para substituir pela mesma  Marktest, que no passado foi considerada, pela TVI, “em total descrédito”, a empresa de medição (GfK), escolhida, após concurso internacional, pelos  cinco operadores de televisão, anunciantes e agências de meios».

E a estação de Carnaxide vai ainda mais longe e critica a concorrência: «São lamentáveis estas mudanças de opinião e de posição, ao sabor dos  resultados diários. Apenas têm servido para descredibilizar o próprio mercado  televisivo».

A SIC sublinhou ainda que é alheia ao processo que  conduziu à mudança do sistema de medição de audiências, reforçando que foi a TVI que, em  2010, pediu uma «auditoria urgente» ao sistema da Marktest, que considerou  estar em «total descrédito». Face a isso, a estação de Carnaxide lembrou ainda que o pedido acabou por conduzir, «por decisão da direção de então, a um concurso que designou a GfK como nova empresa de medição  de audiências. Isso, apesar das dúvidas manifestadas pela SIC que, em sede  própria, defendeu a manutenção da Marktest e solicitou uma avaliação à proposta  técnica da Gfk. Efetuada essa avaliação, foi na base das respetivas conclusões  que a GfK foi confirmada como vencedora do concurso». A escolha da GfK resultou de uma decisão unânime  da CAEM (associação que reúne representantes dos operadores de televisão RTP, SIC, TVI, PT e ZON), anunciantes (APAN) e agências de Meios (APAME).

«Durante o mês de março, esta decisão, tomada, repete-se, de forma unânime  em sede de autorregulação, tem sido alvo de críticas públicas, da RTP e, mais recentemente, da TVI», mas, no entanto, a SIC «sempre defendeu o princípio  da autorregulação, submetendo-se às decisões aprovadas na CAEM, e não sobrepondo,  ao sabor das conveniências de cada momento, os seus interesses aos consensos  acordados». Seguindo essa postura, «continuará, como sempre, disposta a debater, em sede de autorregulação,  as questões e as dúvidas de todos os parceiros», concluiu no comunicado.

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