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Pedro Coelho fala do esforço exigido para concluir «A Fraude»

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Pedro Coelho, jornalista da SIC, deu a conhecer na semana passada, numa Grande Reportagem intitulada A Fraude, o caso BPN. Em entrevista ao SOL, afirma que a reportagem foi inspirada em Inside Job,  um documentário que evidenciava a falência do sistema financeiro mundial: «Sim. E também conta uma história em capítulos, com uma montagem com um ritmo semelhante».

Quando questionado sobre o porquê da fraude poder atingir os 7 mil milhões de euros diz: «Atenção que, durante a gestão de dez anos do Oliveira Costa, desapareceram dois mil milhões. E nos quatro anos em que geriu o BPN (de 2008 até à data da reprivatização, em março de 2012), a Caixa Geral de Depósitos não fez literalmente nada para cobrar os créditos que estavam nas mãos de pessoas ligadas a Oliveira Costa. Até agora, o BPN já nos custou 3,5 mil milhões de euros e podem ser sete mil milhões. Durante quatro anos, em dois governos, não se fez nada para estancar o prejuízo!».

Sobre a situação dos desempregados ou pensionistas, Pedro Coelho diz que ao verem a reportagem sentem «uma imensa raiva».

Na semana em que se falou de Franquelim Alves por ser nomeado secretário do Estado, diz que a emissão da reportagem com um dos ex-administradores da holding do BPN «Foi um puro acaso». «O Franquelim Alves não surge como protagonista desta história. Mas a reportagem dá às pessoas um contexto sobre o que está em discussão», adianta.

Franquelim Alves «Assinou as contas de 2007 e terá obrigatoriamente visto um documento interno feito nesse ano, o Estado da Nação, em que se reportava o desvio de dinheiros para o Banco Insular, um balcão virtual para esconder os prejuízos».

«A forma amadora como tudo foi feito. E os accionistas comeram isto e o sistema bancário fechou os olhos» foi o que na opinião do jornalista o surpreendeu.

O jornalista diz que pôr a informação recolhida em imagens «Foi um exercício criativo», salientando o trabalho do seu colega: «O Luís Pinto, o repórter de imagem, acompanhou-me desde o início e fomos sempre criando soluções visuais para tudo o que não podia ser filmado. E depois há um trabalho também muito grande de edição».

Embora a Reportagem tenha levado cinco meses a fazer, Pedro Coelho mostra-se orgulhoso e conclui: «Este foi, de facto, um esforço extraordinário».

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