SIC

Júlia Pinheiro “não tem vocação, nem competência para ser directora de programas”

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A afirmação é de Nuno Santos e promete ainda vir dar que falar. É em entrevista à edição desta semana da Notícias TV que o actual director de Informação da RTP fala sobre a realidade que viveu na SIC ao longo dos últimos três anos.

“Deixei uma marca na ficção e no entretenimento, mas não tapo o sol com a peneira. Não mudei na linha que eu esperava, com toda a franqueza. Mas com a mesma franqueza digo que não tive as condições que, legitimamente, esperava ter. Por razões de conjuntura”, começa por dizer, explicando de seguida: “Também conjuntura interna. Mas tenho um dever de reserva em relação à SIC. Tenho um profundo respeito pelo dr.Balsemão e pelo Pedro Norton e uma relação profissional e de amizade com o Luís Marques, o que me faz não querer entrar por esse caminho”.

Confrontado com a possibilidade de Júlia Pinheiro, que muitos sucessos teve em Queluz de Baixo, se tornar na sua sucessora na SIC, Nuno Santos foi peremptório: “Quem teve bons resultados na TVI foi o José Eduardo Moniz. Mas não, nunca senti isso. Sempre tive uma grande descontracção em relação a esse assunto. A Júlia foi muito bem-vinda na SIC. Ela não quer ser directora de programas. Aparentemente, até teve essa oportunidade na TVI. Mas ela não quer, não tem vocação, nem competência, ou competências, para ser rigoroso, para responsável da programação”. A explicação é simples: “Não tem conhecimento da gestão orçamental, da gestão de alinhamentos, da negociação de direitos, da programação estrangeira”.

Contudo, o antigo director de programas fez questão de explicar a diferença entre ele e Júlia Pinheiro, uma vez que ele próprio ocupou essa função na RTP vindo da Informação: “Bom, não tinha competência, mas tinha vontade. A Júlia já disse isso. Ela não tem vontade de ser directora. Ela quer fazer, e bem, aquilo que sabe fazer de melhor. Portanto, até se pode dizer apetência em vez de competência, acho que até é mais correcto”.

A terminar, Nuno Santos garantiu ainda que a cara de Querida Júlia foi uma das que mais fez pressão para que continuasse à frente da estação de Carnaxide: “A nossa relação foi de uma lealdade e de uma amizade verdadeiras. A Júlia foi das pessoas que mais força fizeram para que eu ficasse na SIC”.

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