SIC

Gato Fedorento regressam à SIC em novo formato de “sketches”

Os Gato Fedorento voltam em Outubro à SIC e querem regressar ao formato que os celebrizou nos nichos da SIC Radical – um programa de sketches, menos colado à actualidade e com mais tempo de preparação. Formatos como “Diz Que é Uma Espécie de Magazine ou Zé Carlos são provavelmente a coisa mais difícil que se pode fazer”, diz Miguel Góis, corroborado por Ricardo Araújo Pereira, que confessa que o grupo já tinha saudades de trabalhar sketches sem uma âncora que os prenda à semana noticiosa que passou.

No final da tarde de hoje, na apresentação em Lisboa do CD com as músicas da série Zé Carlos, os humoristas disseram aos jornalistas que o director de programas da SIC, Nuno Santos, já conhece o esboço do que os Gato querem fazer na rentrée. O projecto ainda está em fase embrionária e nada está decidido, mas Tiago Dores explicou que possivelmente o novo programa será “mais próximo do formato de sketches que fizemos na SIC Radical e na RTP na série Lopes da Silva do que do formato Diz Que é Uma Espécie de Magazine ou Zé Carlos”.

“Tudo farta e é preciso ir mudando”, completou Tiago Dores perante uma sala repleta de adolescentes à espera de autógrafos do grupo de humoristas. Ricardo Araújo Pereira afasta a ideia de que este regresso ao passado – e também a um tipo de formato que precede a explosão de popularidade ao nível nacional e etariamente transversal do grupo – se deva à constatação da dificuldade de manter o humor do grupo ao nível da fasquia já muito elevada de Diz Que É Uma Espécie de Magazine.

“A nossa fasquia sempre esteve prudentemente colocada cá em baixo”, sorri. Mas Zé Carlos não foi uma aposta perdida nem sequer uma má aposta, reitera Tiago Dores. A primeira série ao abrigo do contrato de dois anos com a SIC “correu muito bem”. “E é improvável que façamos outro formato que cative tanto público quanto o Diz Que é Uma Espécie de Magazine ou Zé Carlos”, admite Dores.

Além das dificuldades de bastidores que o grupo diz ter sentido – seis dias para fazer um programa semanal de 40 minutos apenas com os mesmos quatro argumentistas, intérpretes e pesquisadores -, “vivemos num país em que ou não acontece muita coisa, ou acontecem coisas protagonizadas sempre pelas mesmas pessoas. O Valentim Loureiro é o Valentim Loureiro há 20 anos”, exemplifica Ricardo Araújo Pereira.

“Há matéria, mas corremos o risco de nos repetirmos”, comenta José Diogo Quintela, dando o exemplo do Magalhães, o computador sobre o qual falaram várias vezes em Zé Carlos e que insiste em continuar a pontuar a actualidade. Por isso, cansados de caricaturar os mesmos políticos ou de brincar com os mesmos ícones, os quatro Gato Fedorento planeiam terminar o seu contrato com a SIC com uma espécie de regresso às origens. Querem mais tempo para preparar o programa, sem a frustração que por vezes implica trabalhar “com essa pressão” e com os resultados “que ficam sempre aquém do que gostaríamos”, comenta Tiago Dores.

Público

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