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Diana Piedade fala de tudo, em entrevista ao “24 Horas”

Dois dias antes da grande final de “Ídolos”, Diana Piedade falou de tudo um pouco com o jornal “24 Horas”. Desde a ambição em ir a Londres ao Heavy Metal, a finalista do concurso de talentos não deixou nada por responder.

O Heavy Metal e o Black Metal
O seu estilo não é indiferente a ninguém. Principalmente a sua forma de vestir, o que já causou em algumas pessoas uma má imagem sua. “Associam-me a esse mundo e a ideia que têm dele é completamente estereotipada. Eu sou uma pessoa normal, como todas as outras, com momentos em que ando mais chateada com a vida, mas sou hiperfeliz e não escondo isso de ninguém.” O mundo a que Diana se refere é ao do Heavy Metal e do Black Metal. Todavia, a algarvia afirmou que não tem qualquer tipo de ligações a cultos satânicos ou a rituais associados ao Havy Metal, como se disse, e explicou os seus gostos. “Percebo que seja apetecível e apreciado por um maior número de pessoas o lado mais bonito da vida e a música que celebra esse lado, mas a arte é isso mesmo, é a liberdade de interpretar a vida, as relações e os momentos com a nossa própria voz.

Podemos projectar o que somos mesmo quando isso não é o que somos. Se eu um dia estiver triste e revoltada, isso não faz de mim uma pessoa triste e revoltada. Faz de mim alguém que assume os sentimentos menos positivos, aqueles que vêm do fundo da alma e que só querem ser ouvidos“.

Apesar de tudo, a versatilidade da concorrente é notória, uma vez que já fez interpretações em que existia muita doçura. A explicação é simples: “As palavras têm um peso gigante numa música. A primeira coisa que faço antes de aprender uma letra é ir ver quais são os verbos, quais são as palavras mais importantes daquela letra, para saber dizê-las. Eu não posso dizer “devagar”, depressa, tenho que dizer “devagar”, devagar. Senão qual é o peso das palavras que estou a dizer?”

A exposição pública

Questionada sobre como é que lidava com a exposição pública, subjacente a um concurso como este, Diana respondeu: “Obviamente que ao participar neste concurso já sabia as regras do jogo. Quem se expõe publicamente está sujeito a determinado tipo de situações que são menos boas, que compreendo, mas que por vezes me magoam um pouco, sobretudo porque… põem em causa os princípios que tenho. Há coisas que são mesmo mau jornalismo.

Mas são más porque afectam as pessoas que estão à minha volta. A mim, para me derrubar, precisam de se esforçar mais um bocadinho“. A concorrente também não se esquivou a falar sobre as recentes polémicas, nomeadamente a história de que escondia uma irmã e as declarações da mãe de Filipe. “Eu nunca escondi irmã nenhuma, apenas zelo pela privacidade das minhas irmãs.

Quanto às declarações de Goretti Pinto, foi directa: “Todos os pais amam os seus filhos e são capazes de qualquer coisa para os defender, mesmo quando eles possam não estar sobre ameaça alguma. Acho tudo isso compreensível, excepto o facto de a mãe do Filipe, que não me conhece, sugerir que eu possa ser alguém com problemas em distinguir o bem e o mal, o que está certo e o que está errado. Graças a Deus não tenho esse problema porque nem as mulheres nem os homens da minha família, que me ajudaram a ser quem sou, me permitiram confusões de estilo. Felizmente sou bem-educada, tive uma infância e uma adolescência normais.

Agora confundir preferências estéticas com questões de princípios e de valores é uma confusão grave e não é ingénua.” Disse ainda que não ia falar sobre este acontecimento com o concorrente de São Mamede de Infesta. “Se ele quiser sentir necessidade de vir falar comigo estarei de ouvidos abertos e tentarei compreender ao máximo”. Domingo, garante que não existirá qualquer tipo de mau ambiente entre ambos. “Do que eu conheço dele, acho que ele também não deve ter apreciado o que foi dito.”

O “Ídolos”

“Ao contrário do que o Luís (Jardim) veio dizer, eu não ando a brincar. Desde o momento zero que dou tudo por tudo e tive a sorte de ter tido concorrentes tão bons que me dão “pica” para ser cada vez melhor” Diana quer vencer, mas no caso de isso não acontecer, acredita que na realidade não perdeu. “Eu quero ganhar o prémio… mas se não ganhar… acho que na realidade não perdi. Um segundo lugar significa que fomos os dois os melhores de não sei quantas pessoas que estavam inscritas.

Não vejo razão para aceitar isso como uma derrota. Já me apercebi de há umas semanas para cá que afinal já ganhei. Ganhei pelo carinho das pessoas que conquistei e que me conheceram, pelos amigos, pelos familiares, pelo apoio incondicional.” Algo de que muito se tem falado é sobre o facto de poder ter sido ajudada pelos jurados. Sobre isso, a concorrente disse: “Eu nunca fui beneficiada. Cheguei até aqui tal como todos os outros concorrentes, graças aos votos do público.

E se cheguei até aqui deduzo que tenha algum mérito, algum talento. Não vejo como poderia ter sido beneficiada por ele. Não acredito que o Manuel Moura dos Santos tenha um poder assim tão grande…” A concorrente explicou ainda o porquê de só agora se ter inscrito num concurso televisivo em território nacional. “Acho que, infelizmente, para a maioria dos músicos participar num programa destes é perder alguma credibilidade. Mas cheguei a uma idade em que aprendi a encarar certas coisas de frente. Quando queremos ir atrás do nosso sonho temos de ir com as garras de fora.”


666 ou 999?
Para terminar, Diana falou sobre a simbologia da sua tatuagem: “O significado é pessoal, não secreto, mas pessoal. O primeiro nove é a soma do meu nascimento. 22, o dia, e 1985, o ano em que nasci, somam 2007. Juntei o dois e o sete e faz 9. O segundo é porque sou fã do John Lennon e o número nove é muito especial para ele. Até tem uma música que se chama “9 Dream”. E o terceiro nove corresponde ao dia em que fiz a tatuagem.”

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