O Protagonista

O Protagonista (GFK)

Terminou no último dia de fevereiro um ciclo que, desde há vários anos, a Marktest desempenhava sem qualquer ameaça. Diariamente lançava as audiências, objeto de análise não só pelos responsáveis dos canais, mas igualmente pelos críticos de televisão e outros tantos curiosos. Apesar disso, e no último concurso desta matéria, a GFK conseguiu levar a melhor sobre a referida empresa, contabilizando desde o primeiro dia de março aquilo que os portugueses escolhem na altura de ver televisão.

A polémica foi lançada por vários motivos. Por um lado, devido aos sucessivos adiamentos da GFK, cujo serviço de medição deveria ter sido iniciado logo no dia 1 de janeiro. Os problemas técnicos ditaram uma nova data para a empresa alemã ocupar o trabalho até então desenvolvido pela Marktest. Não estando reunidas todas as condições para que o trabalho tivesse sucesso, apenas esta semana ocorreu a chamada revolução no mundo das audiências. Afinal, e segundo algumas publicações, o primeiro canal perdeu cerca de um terço dos telespetadores que acompanhava a emissão diária do mesmo. Significa isto o quê? Tendo como fonte o semanário Sol, a quebra dos resultados do canal do Estado deve-se ao painel utilizado pela GFK na medição de audiências.

Assim, sabendo que a RTP é maioritariamente vista por mais velhos, e se estes deixam de ter uma expressão tão significativa nos lares selecionados para perceber aquilo que os portugueses preferem ver na altura de ligar a televisão, tornam-se perceptíveis os últimos valores lançados. É importante salientar que esta percentagem é inferior à da Marktest pela própria resistência da faixa etária superior aos 65 anos na sua inclusão no painel anteriormente referido.

Feitas as contas, quem terá ganho com este novo sistema na medição de audiências? Ajustes executados, é necessário questionar a realidade que anteriormente era lançada pela Marktest e que, agora, é mais precisa. Pelas últimas notícias, o trabalho da GFK está ainda a ser complementado, de forma a que se torne mais eficaz e real.

Do lado da SIC e TVI, estações que viram igualmente os seus resultados caírem, ainda que de menor forma que os da RTP, a reação a este novo sistema de medição foi diferente. Tendo em conta que a GFK privilegia neste momento as faixas etárias mais novas, ambos os canais privados não saíram totalmente a perder com esta realidade no mundo da audimetria.

Está assim iniciada a guerra onde os canais de sinal aberto começam a ficar mais pequenos em relação aos temáticos. É a atualidade na televisão nacional, assim como internacional. Com este novo sistema de medição, talvez se comece finalmente a pensar que os telespetadores querem «mais e melhor» e não «mais do mesmo». A meu ver, a GFK pode ter um impacto negativo junto de alguns canais, mas se este é necessário para se apurar as escolhas dos telespetadores de forma mais fiável, então que entre em ação o novo painel e o chamado audio-matching.

No futuro, cá estaremos para analisar as vitórias e derrotas na televisão portuguesa. Sendo a Marktest ou a GFK, o importante é ter a certeza das contas que são feitas ao final do dia. Se no caso da empresa alemã é necessário ter alguma paciência para que haja uma certeza exata dos dados, é isso que, no meu caso, vou ter!

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