O Protagonista

O Protagonista – “Festival da Canção”

Mais uma semana, milhares de possíveis temas a destacar. Mas sem dúvida que me vejo obrigado a dedicar algumas linhas à “Festa da Música Portuguesa”. Exatamente, o Festival da Canção 2012 é o Protagonista desta semana!

O Festival já não é o que era há uns anos. As músicas já não são como antes. Os cantores já não cantam como antes. Os nomes são sempre “fracos”. As músicas mal nos cativam. Estas são algumas das pérolas que já li sobre a “festa da música portuguesa”, como lhe chama Pedro Granger. Podem até estar certas. Pode até haver algum fundo de verdade no meio de tudo isto. Mas estamos no século XXI. Estamos em 2012. Mudam-se os tempos, e as vontades também se têm de mudar.

Foi isso que pensou a organização, testando este ano uma nova forma de apuramento, um novo espaço e apostando em tentar torná-lo mais num espectáculo televisivo. E, por aquilo que já tive oportunidade de ver, conseguiu-o. Em estúdio, onde estive muito bem acompanhado pelo Pedro Esteves, notaram-se algumas falhas, mas no pequeno ecrã nada disso passou. E é de louvar. É de louvar que Hugo Andrade e a sua equipa tenham tentado fazer diferente. Com menos dinheiro, provavelmente, mas muito bem, face às atuais condições, a meu ver, claro.

Sim, também sei que chovem críticas às músicas apresentadas. Havia maus intérpretes? Havia, claro. Não gostei nada da forma como Joana Leite assassinou a música de Marisa Liz e Tiago Dias. Não gostei de como Pedro brincou em palco, como se estivesse numa brincadeira de crianças. Mas gostei da forma como Ricardo Soler sentiu e cantou Gratia Plena. De como Carlos Costa teve o seu grande momento numa canção que ousada e diferente, dava espectáculo, independentemente dos gostos. Da ternura de Pamela Salvado. Da doçura e garra de Vânia Osório. Da vontade de fazer ainda melhor do que no ano passado de Rui Andrade. Da brutal interpretação de Filipa Sousa. Foi essa uma das melhores partes do Festival da Canção deste ano. Mas há também que realçar os momentos extra-Festival e que conquistaram o público lá em casa. Tudo isso ajudou a uma mecânica diferente. Assim como a brutal dupla Sílvia Alberto e Pedro Granger. Sempre sorridentes, sempre divertidos e a puxar pelo público na plateia.

É claro que não há o entusiasmo de outros tempos. É claro que as críticas se farão sempre sentir. Mas também é claro que não há nada em Portugal como o Festival da Canção. E, particularmente este ano, fiquei muito satisfeito, pois finalmente venceu uma canção que mereceu e, mais do que isso, que conquistou os doze pontos, quer do público, quer do júri distrital.

Apesar de ter tido, aparentemente, menos importância do que em outros anos, o Festival da Canção 2012 marcou a semana. Particularmente os últimos três dias, em que muitas pessoas tiveram a curiosidade de saber como eram as músicas. Há desilusões? Claro que há. Há falhas a apontar? Também. Mas há elogios a fazer. Principalmente a todos aqueles que ainda permitem que uma festa como esta se realize. Isso sim, merece também ser realçado.

E que venha agora o Festival da Eurovisão, essa linda cidade que é Baku. Nós por cá, n’A Televisão queremos acompanhar. E você? Vai deixar-se levar pelas críticas e não tentar dar uma força para que a “festa da música portuguesa” ainda mereça fazer parte da nossa televisão?

 

  • Tiago

    Carlos Costa era o único deste lote com capacidade para fazer boa figura lá fora, espero que o rapaz tenha uma vida de sucesso pela frente porque ele merece. Espero que ele não tenha dado importância á pontuação do júri pois não passavam de uns tristes conservadores e antiquados com a mania que sabiam o que era música e Eurovisão. O Carlos merecia uma música melhor, mas das que tínhamos a concurso só a dele iria agarrar as pessoas lá fora mesmo com este obstáculo do idioma, no Green room quando ele atuu os outros concorrentes levantaram-se e começaram a cantar, porque de facto a música fica no ouvido, todos sabiam a música de cor. Boa sorte para a Filipa mas não acredito no sucesso dela lá fora, a música dela não fica no ouvido e apesar de ter uma letra bonita de que vale isso se ninguém compreende o que ela está a dizer?

  • Pedro Ponte

    Gostei muito do festival, mas acho que o que piorou as músicas foi a temática escolhida para este ano: o fado. Logo as músicas tinham que ser tristes! Festivais como o de 2010 e 2011 é que foram! 😉 Este ano acho que desiludiu-me e muito, e não sou o único a achar isso.

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