O Protagonista

O Protagonista do ano (setembro)

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Mês de rentrée televisiva é sempre tempo para as estações fazerem as derradeiras apostas e tentarem inverter a tendência negativa do passado. Em 2011 o cenário não foi diferente e teve vários momentos que o marcaram. Se Pedro Granger se estreou nos ecrãs da RTP com O Elo Mais Fraco, Maya regresso à SIC num muito bem sucedido Cartas da Maya – O Dilema. Já Chamar a Música despediu-se dos portugueses, bem como o pouco expressivo Canta Comigo.

Mas o maior destaque do nono mês do ano tem que ser, impreterivelmente para a eterna “senhora televisão” e para o regresso do mais secreto reality-show da televisão portuguesa. Com uma estreia fomentada pelas tentativas da imprensa em descobrir os concorrentes e pela guerra aberta entre Júlia Pinheiro e Teresa Guilherme, Secret Story 2 estreou-se nos ecrãs da TVI a meio do mês e teve várias modificações quando comparado com a primeira temporada.

A começar pelo lote de concorrentes. Muito menos diversificado, muito mais polémico e a mostrar os estereótipos do nosso país. Elas bonitas e menos inteligentes e eles de corpo feito e com alguns comportamentos menos apropriados. Quem me conhece sabe que desde cedo afirmei que esta série seria muito pior do que a primeira, precisamente porque os concorrentes eram demasiado iguais. Ainda assim, com o decorrer do programa fui-me deixando conquistar por algumas situações, bem como os portugueses. Mas, sinceramente, continuo a defender que não houve aquela excitação/emoção/alegria/dedicação por um determinado concorrente, penso que terá existido menos empatia entre os telespectadores e um concorrente em específico.

Os segredos, esses, trouxeram uma polémica ainda maior, mas o jogo propriamente dito, esqueceu um pouco a sua temática central e foi mais um Big Brother do que um Secret Story.

Contudo, muito do sucesso desta temporada está reservado em grande parte a uma única pessoa: Teresa Guilherme. A eterna senhora televisão, cujo regresso ao pequeno ecrã há muito era aguardado, acedeu ao convite de Queluz de Baixo e ocupou, e bem, o lugar de Júlia Pinheiro à frente do reality-show. Teresa transpira reality-show. Teresa ri, Teresa chora, Teresa vive a competição cá fora. Teresa dá indicações q.b lá para dentro. Teresa estuda o programa, Teresa diverte-se a fazer o programa. Teresa é a Teresa. E isso diz tudo. E foi um prazer acompanhá-la ao longo dos últimos três meses, mesmo quando mostrou as suas preferências, quando não conseguiu contornar da melhor forma o teleponto.

Mas a uma diva como estas, tudo se perdoa e agora é pedir que continue a dar-nos o prazer de a vermos. Oxalá que não volte a ficar afastada durante muito tempo!

Ainda assim, falta também falar de um outro nome que deu nas vistas nesta segunda série de Casa dos Segredos. Depois de uma longa “travessia no deserto”, Iva Domingues veio mesmo para ficar e provou, na condução das emissões Extra aquilo que vale e o talento que tem. Fez esquecer a dupla Leonor Poeiras e Pedro Granger e mostrou que não merece, de todo, o que lhe aconteceu no passado. Uma grande “chapada sem mão” a quem duvidou do seu talento e que tem agora, mais do que nunca, tudo para dar a cara por um novo programa. Vem aí Depois da Vida, mas eu, sinceramente, gostava de a ver noutros formatos. Ela merece-o, e muito.

Resumindo e concluindo, mais do que as polémicas, segredos e audiências, esta Casa foi um “antro” de revelações!

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