O Protagonista

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Depois de na semana passada a segunda temporada de Peso Pesado ter sido destacada, neste domingo as luzes da ribalta continuam a direcionar-se para a estação de Carnaxide. Foi na última quinta-feira que o terceiro canal completou o seu décimo nono aniversário. Com uma emissão especial comandada pelas caras mais emblemáticas da casa, a SIC conseguiu brilhar nesse dia, tornando-se a estrela da festa.

Atingidos os bons resultados, como será o futuro da primeira estação privada a surgir no nosso país? Qual será o caminho a seguir? Quais os verdadeiros rostos de um canal que se tem transformado nos últimos anos?

Tudo isto, e muitos mais, na edição de domingo da sua rubrica de eleição. Junte-se ao Protagonista!

Com dezanove anos, muita história já se fez em Carnaxide. Depois de uma liderança mais que consolidada no mercado televisivo nacional, algo de inesperado ocorreu. Por outras palavras, o renascimento da TVI levou a uma queda abrupta das audiências do terceiro canal. Assim, e a partir de 2000, o pior aconteceu para uma estação que esteve habituada durante muitos anos a um primeiro lugar mais que confortável. A ficção brasileira conseguia agarrar milhões de telespetadores aos ecrãs da SIC, os talk-shows tinham uma grande aceitação junto dos portugueses, e a própria Informação era vista como credível. Por outro lado, o cinema era igualmente apontado pelos telespetadores como sendo o melhor das generalistas.

No entanto, e apesar de tal realidade, o pior aconteceu com o surgimento de Big Brother. Os portugueses não quiseram perder a vitória do concorrente de Barrancos, Zé Maria, e a partir daí a preferência pelo canal da Media Capital começou a ser mais que visível. Com a ficção nacional, a brasileira começou a ser relegada para segundo lugar, assim como os próprios talk-shows. Se, no passado, Fátima Lopes era a rainha das manhãs, hoje é a apresentadora das tardes de Queluz de Baixo. Os tempos mudaram, e o que há alguns anos era dado como certo, hoje nada tem a ver com o idealizado.

Apesar disso, e como se tem verificado, a estação de Carnaxide conseguiu reunir esforços e voltar a construir uma equipa com nomes consolidados no mercado televisivo. Júlia Pinheiro, Gabriela Sobral, Rogério Samora, Diana Chaves ou Cláudia Viera foram alguns dos muitos exemplos destas contratações. Antes desse presente, de referir que também os Gato Fedorento conseguiram marcar a grelha de programação de Carnaxide, levando a um impacto significativo no horário nobre do canal.

Com o universo da ficção a crescer, com o leque de atores exclusivos a aumentar, a SIC prepara-se para se tornar numa fábrica de novelas. Depois de Perfeito Coração e Laços de Sangue, Rosa Fogo promete continuar a angariar telespetadores, levando-os a deixar as produções de Queluz de Baixo. Por outro lado, e com Dancin’ Days a caminho, um remake de uma telenovela brasileira, mais e melhor virá a caminho. Apesar de não ser certo, penso que é este o caminho que o terceiro canal deverá tomar durante os próximos anos, aliando sempre os quatro cantos mais importantes de uma televisão: entretenimento, ficção, Informação e talk-shows.

Pelo que os telespetadores têm visto, a SIC tem tentado aliar ambas as áreas, investindo nelas. Durante o ano que passou, praticamente existiu sempre um reality-show/talent-show em antena, com destaque obviamente para a primeira temporada de Peso Pesado. Apesar de os resultados desta segunda temporada não se compararem com os da edição anterior, considero que os mínimos estão a ser alcançados.

Assim, e em conclusão, o que esperar de Carnaxide para o futuro? Com o conjunto dos canais temáticos a ganhar terreno frente às generalistas, é necessário lançar bons programas, de qualidade, para que estes não sejam um fracasso. Na história da SIC, podemos afirmar que já existiram apostas que funcionaram como uma antítese: sucessos e insucessos natos.

Neste sentido, programar com originalidade é a única opção, por mais difícil que seja alcançá-la.

A meu ver, algumas ideias estão lá, faltando apenas concretizá-las. Veremos o que sucederá nos próximos tempos.

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