O Protagonista

O Protagonista do ano (novembro)

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No mês em que surgiram as especulações de que Rita Pereira estava prestes a voltar à apresentação, com o novo programa Tu Cara me Suena, em que surgiram as notícias de que Marco Horácio era o escolhido para dar a cara pelo sucessor de Peso Pesado no horário nobre de domingo, a ficção portuguesa voltou a conquistar o sucesso maior a nível internacional.

Laços de Sangue venceu o Emmy de “Melhor Telenovela”, contrariando todas as expectativas, e sucedeu assim a Meu Amor, que o ganhou no ano passado. E é claro que a “novela da nossa gente” tem que ser a grande Protagonista do mês de novembro.

Em meados deste ano, quando Luís Marques e Nuno Santos decidiram encomendar mais episódios, muitas pessoas criticaram e os fãs temeram mesmo que a história se perdesse. Mas tal não aconteceu. E a trama acabou mesmo por ganhar com o novo rumo que recebeu.

Mas mais do que um argumento muito bem cuidado e que surpreendeu pela simplicidade, Laços de Sangue foi feita de pessoas, de personagens que tocaram no coração dos portugueses. Desde a doida Sheilla, de Debora Ghira à sofredora Graciete, de Margarida Carpinteiro, passando pela brilhante prestação de Carlos Vieira como o terrível Ricardo.

Ainda assim há três personagens que marcaram a história um pouquinho mais do que as restantes. São elas Armando Coutinho, que trouxe João Ricardo de novo às vozes do mundo, Marisa, de Dânia Neto, que relançou a sua carreira e Diana, de Joana Santos. Três personagens que conseguiram tocar ainda mais o coração dos portugueses e que mostraram o talento de quem lhes deu vida.

Falar de Laços de Sangue é pensar na terrível vilã vivida por Joana Santos, ela sim, a grande confirmação de 2011 e a atriz do ano, na minha opinião, claro está. O Emmy foi, em grande parte dela. E a prova de que as vilãs também conseguem marcar uma história está aqui, bem como o novo projecto em que Joana Santos está envolvida. Ela vai ser, novamente, a grande protagonista de uma telenovela feita através da parceria entre SIC e TV Globo.

Mas, fora as personagens, há outra pessoa a quem o sucesso tem que ser ligado. O seu nome é um pouco desconhecido, mas não é por isso que deixa de ser importante. O simpático e muito reservado Pedro Lopes merece todos os elogios. Foi ele quem coordenou o argumento. Foi ele quem deixou tudo e todos de boca aberta com as maldades de Diana. Foi ele quem mudou as mentalidades de quem via ficção made in Carnaxide. E a ele Luís Marques e restante equipa têm que estar gratos. Agora que já inscreveu o seu nome na história da ficção nacional, espero poder voltar a vê-lo. E continuar a acompanhar as excelentes ideias que tem.

Independentemente de tudo o que escrevi antes, resta ressalvar que mais do que tudo isto, Laços de Sangue foi, de facto, a “novela da nossa gente” e isso diz tudo.

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