O Melhor & Pior da Semana

O Melhor & Pior da Semana (23 a 29 julho)

Com um cabo cada vez mais forte neste verão, as generalistas têm cada vez mais dificuldades em se impor nalguns horário críticos. No entanto, isso também não implica que os três principais canais abertos não deixem de ter grandes sucessos na sua antena. Em linha, mais uma análise do Melhor & Pior da Semana!

MELHOR DA SEMANA RTP1

Pela segunda vez consecutiva, o futebol continuou a ser o ponto mais forte da semana da RTP1. Na passada quarta-feira, o jogo entre o Benfica o os turcos do Tranbzorspor, a contar para a pré-eliminatória da Liga dos Campeões, garantiu um excelente resultado para a televisão pública. Até porque, só mesmo um produto deste género conseguiria alcançar os resultados que este jogo obteve. Contas feitas, uma audiência média 13,9%, correspondentes a um share médio de 43,2%: números avassaladores e muito diferentes dos habituais para esta época do ano.

 

PIOR DA SEMANA RTP1

As reposições de algumas séries nacionais nos finais de noite de verão, um hábito herdado de José Fragoso, continuam a não sortir efeito em termos de resultados. Se, por um lado, as despesas são quase nulas com a grelha preenchida por este rol de repetições, por outro lado, as audiências prejudicam essa mesma “poupança” e acabam por atrapalhar as finanças do canal do estado. Maternidade, na passada sexta-feira à noite, não foi além dos 8,2 pontos de quota de mercado, enquanto Conta-me Como Foi, na terça-feira, também não ultrapassou os 9,3 pontos, e isto só para citar alguns dos terríveis exemplos…

 

MELHOR DA SEMANA SIC

A primeira semana de Não Há Crise não correu nada mal. Com a pré-destinada tarefa árdua de substituir os diários de Peso Pesado, os apanhados da SIC, mais conhecidos como “enlatados”, e apresentados por um Nuno Graciano airoso à frente de um também renovado chroma, fizeram os chamados “serviços mínimos” lá por Carnaxide. Excluindo obviamente o dia em que competiu contra o jogo do Benfica, o programa de apanhados nunca desceu dos 25,9 pontos de quota de mercado, terminando mesmo a semana a vencer Remédio Santo, vitória que apenas não se pode considerar como mais significativa dado o baixíssimo consumo que se verificou na sexta-feira, dia desta pseudo-vitória.

 

PIOR DA SEMANA SIC

Audimetricamente falando, a SIC não existe até essas 18 horas da tarde. Pelo meio, apenas respira com um produto de ficção da Globo, logo ao início da tarde. De resto, quer Querida Júlia, quer o Primeiro Jornal, quer o Boa Tarde continuam na penúria sempre abaixo da casa dos 20% de quota de mercado. E o problema maior reside, a meu ver, nas manhãs. Provavelmente, esta já será a quarta vez que identifico o Querida Júlia como o pior da semana da SIC, mas, de facto, é impossível passar ao lado dos péssimos resultados deste programa. Esta semana, chegámos ao cúmulo de um programa cultural que passa quase às 02:00 da madrugada conseguir chamar mais espetadores do que Júlia Pinheiro, no mesmo dia, chamou entre as 10 da manhã e a uma da tarde.

 

MELHOR DA SEMANA TVI

Quem continua em alta é a dupla Manuel Luís Goucha e Cristina Ferreira. Esta foi mais uma semana de vitórias para o Você na TV, num verão, só por si, totalmente dominado pela dupla sensação de Queluz de Baixo. Com um Verão Total muito mais fraco do que nas anteriores edições, e com uma Júlia Pinheiro sem a mínima capacidade de resposta e competitividade, Manuel Luís Goucha e Cristina Ferreira são os reis e senhores das manhãs seguindo sempre a sua linha de sucesso e que agrada ao público das manhãs. Palavras para quê? São, sem dúvida, a principal âncora audimétrica da TVI neste verão.

 

PIOR DA SEMANA TVI

Uma emissão apelida-se de especial quando acontece esporadicamente. Assim penso eu e certamente pensa a grande maioria do público lá de casa. Por isso mesmo, quando a fórmula de “emissão especial” se prolonga ininterruptamente ao longo de todas as tardes de domingo, os resultados tendem a cair. Na passada semana, o especial na praia de Albufeira teve um resultado bastante fraco, ainda para mais se compararmos ao primeiro especial, aquele que teve lugar na festa dos tabuleiros em Tomar. Mas Fragoso insiste, e só o tempo dirá se tem mesmo toda a razão…

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