Holofotes

TVI 24

Poderia começar esta crónica por elogiar, uma vez mais, a RTP2 por trazer o “5 para a Meia-Noite. E podia dizer, também, que o programa parece ter rejuvenescido com estas duas novas aquisições. Também aqui poderia falar da efémera subida ao primeiro lugar do Cabo/IPTV sobre os canais generalistas portugueses. Pois podia. Mas, hoje, quero falar-vos deste canal, o TVI 24, arrumado na posição 7 da grelha ZON.

Se há coisa que este ano senti, pela primeira vez, foi o horário de trabalho completo, das 9h às 19h com duas horas de almoço. E talvez derivado disso, a vontade interior de ficar actualizado nas notícias do país, do mundo e do desporto (imagine-se!) era cada vez maior e dava por mim a espreitar o TVI 24, talvez por preguiça de espreitar os outros canais, SIC Notícias e RTP N. E, rapidamente, esta ânsia espalhou-se para programas de outras variedades e acabei por ficar curioso quanto à programação deste canal e dei por mim a ver o “Turbo 24”, o “Luxos”, “O Nosso Mundo” e até via as informações da Bolsa!

Não sendo eu um fã acérrimo dos blocos noticiosos até porque nunca tive grande vontade de explorar esse mundo ou mesmo alargar os meus horizontes sobre as notícias do país e do mundo, vi-me num mundo completamente novo como se fosse um bebé e me tivessem dado um doce. E muito embora a informação da TVI possa ser tudo e mais alguma coisa, é certo que já me habituei. E não assistindo, agora, tão frequentemente as notícias como antes, aquela réstia de vontade de ficar actualizado ainda me pede para, de vez em quando, espreitar qualquer coisa.

Com esta crónica não quero, de forma alguma, contar-vos a história de como comecei a ver as notícias. O intuito será concluir que neste mundo tão globalizado em que basta um clique para se saber de (quase) tudo sobre o que se passa a 1 km ou mesmo a 10000 km de nós, esta vontade de ficar actualizado como que nasce connosco e liberta-se em alturas em que nós, por força, somos privados de algo que outrora era importante. E como que procurando um escape à rotina e considerando menos importante aquilo que considerávamos importante (desculpem a redundância), damos por nós a explorar mundos completamente novos.

E se esta época, que nos deixa a suar por todos os poros da nossa pele, nos permite relaxar e aproveitar aquilo que durante o ano parece uma utopia, há, por mais pequeno que seja, um espaço e um tempo para novos desafios e, sobretudo, para nos descobrirmos.

E como o que é bom acaba depressa, o final de Agosto aproxima-se. Já se sente um vento demasiado fresco no ar e este já não nos traz aqueles odores tão intensos dos protectores solares como dantes… Setembro aproxima-se e por mais que queiramos impedir, toda esta época maravilhosa que ainda podemos desfrutar, está a terminar. A rentrée está aí, não tarda nada e ao contrário de outros anos, não me sinto tão feliz por isso. Que se estará a passar? É algo que ainda tenho de descobrir nestes dias que me restam de Agosto.

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