Holofotes

Sobre a TV [Parte 2]

Outro dos mundos que anda muito em voga é o Cabo.

Este serviço é-nos fornecido por diversas entidades como a ZON, a PT ou a Clix e, metaforicamente, simboliza uma porta directa para o Mundo tal como o conhecemos hoje. E numa época em que a Globalização se torna cada vez mais real, a necessidade humana de criar laços com outros povos ou até aproximar a sua vida a uma determinada cultura, torna-se cada vez mais preponderante numa vida que, a cada dia que passa, se revela mais trabalhosa e muito mais exigente.

Deixando de fora os preços do serviço de cada uma das entidades, o Cabo é a televisão que mais tem crescido nos últimos tempos muito devido à monocultura nacional (citação de Jorge Mourinha) que se fixou no nosso país de há uns anos para cá.

Séries, filmes, documentários, blocos noticiosos e música são algumas das temáticas que enchem as grelhas dos canais do serviço pago. Não obstante, as privadas do nosso país criaram uma espécie de estereótipo televisivo em que o que importa é fazer dinheiro e o povo que arque com aquilo que elas produzem. Em palavras mais simples, as privadas não querem saber do espectador na medida em que têm um público-alvo específico e só se fazem programas para esse grupo específico e todos os outros são discriminados. Supostamente, a TV não é para ser um “lugar” de aprendizagem e de procura de respostas? A TV não tem de ser um “lugar” de entretenimento, um lugar onde nos sintamos bem a ver programas cujo objectivo é entreter a mente? Tudo isto é-nos oferecido pelo Cabo (e, em certa medida pela RTP1).

Quem não gosta de espreitar a RTP Memória e olhar um pouco para os programas que se faziam: MacGyver, Alf, Nico D’Obra, Nós os Ricos, entre outros?

Quem não gosta de espreitar o canal História e aprender mais um pouco daquilo que foi a História do Mundo?

Quem não gosta de parar no canal Odisseia ou Discovery e espreitar algumas das maravilhas do Mundo Natural e das Tecnologias?

Quem não gosta de colocar os seus filhos a ver o Disney Channel ou o Disney Cinemagic e mostrar aquele mundo de fantasia que eles tanto precisam face às atrocidades do Mundo (embora a RTP2 também o faça, eficientemente)?

Poderia ficar aqui a levantar retóricas mas a ideia iria sempre ser a mesma: o Cabo é a melhor alternativa, sem dúvida.

Da primeira vez que vi o Cabo, salvo erro a um domingo ou segunda, ultrapassar um canal generalista fiquei surpreso por um lado porque, de facto, é estranho ver o Cabo ultrapassar um dos nossos quatro canais; contudo, ao mesmo tempo, não fiquei surpreso porque sempre soube que um dia este levaria a melhor. Fiquei duplamente contente nesse dia.

Concluo pensando em como seria a TV se tivéssemos um 5ºcanal. Lembram-se deste evento? Muita água passou pelas noras da ERC no que toca a propostas mas nenhuma foi aprovada. Este canal seria inovador e com outro tipo de programação, mais diversificada. E é isto que falo, o Cabo dá aquilo que as pessoas precisam: dinamismo e ampla diversidade e não me admira nada se, este Verão, o Cabo ultrapassar de novo algum dos generalistas porque como as coisas andam…

 

UPDATE: Ontem, o Cabo ficou em segundo lugar do dia perfazendo 22.0 pontos de quota de mercado, logo atrás da TVI que fez mais 7.6 pontos. Não vos disse?

Fonte: A Minha TV

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