Holofotes

Serviço Público

Não me canso de falar no nosso Serviço Público. Aquele Serviço que nos oferece o melhor da televisão deixando de parte as novelas que são muito queridas para o lado de Queluz.

De facto, a RTP surpreende-me a cada dia que passa. Para além dos novos separadores de Natal, que são giríssimos, no passado domingo, na parte da tarde, estreou uma nova série: V – o remake da série de 1983 que gira em torno de seres extraterrestres que chegam à Terra e procuram relações diplomáticas com o fim de nos dominar. Um facto interessante é que os seres extraterrestres estão disfarçados de humanos e não são aqueles homenzinhos verdes que costumamos ver em séries do canal Sci-Fi. Quando me disseram que iria estrear, fiquei estupefacto. Não pensei que a ABC (cadeia americana de televisão que produziu e produz imensas séries como Lost, Grey’s Anatomy, a actual V, entre outras) vendesse a tão aclamada V, que em dia de estreia ficou em primeiro lugar no TOP de programas fazendo 5.0 pontos de rating, tão prematuramente. É certo que vamos apenas assistir aos 4 primeiros episódios e, os restantes 9, serão exibidos na próxima Primavera. A espera vai ser enorme mas vai valer a pena.

A semana ficou, ainda, marcada pelo regresso do adorado 5 para a Meia-Noite ao late-night da RTP2. Num espaço renovado, um novo conceito renovado, uma nova seriedade, um outro humor, mais inteligente. Coube a Filomena Cautela abrir a semana com o verbo Catrapiscar, conduzindo, excelentemente, o programa. Ouso dizer que foi um dos melhores programas até agora produzidos.

Falo-vos, ainda, de um dos programas que me deixou surpreendido tanto pela positiva como pela negativa. Falo de Conversas de Escritores, conduzido por José Rodrigues dos Santos. O nome remete-nos para um diálogo entre dois escritores e uma consequente troca de ideias sobre os seus livros e os temas que estiveram na base da sua criação. Tive oportunidade de assistir à conversa entre José Rodrigues dos Santos e o aclamado escritor Dan Brown. Uma conversa que se desenvolveu naturalmente falando dos seus maiores sucessos e passando por momentos da sua vida. Contudo, sinto que o programa adquire um ritmo muito monótono e não sai daquele modelo: o da conversa. Falta ali alguma dinâmica, alguma coisa inovadora que nos desperte durante aquela meia-hora. Estarei a pedir de mais para um programa em que o formato é assim baseado? Talvez. Contudo, adicionar outros elementos a uma conversa deixa o espectador ansioso pelo que se vai falar após esse elemento.

Por último, passo ainda os olhos sobre a aliança entre RTP e RTPN. Tenho, muitas vezes, a impressão de que a RTPN é, cada vez mais, um depósito de programas que não encaixam na RTP1. O exemplo que dei acima, Conversas de Escritores, era um óptimo programa para estar em horário nobre no canal generalistas. Contudo, está no Cabo. O Antena Aberta, um programa que roda em torno de um tema e onde há interacção entre o espectador e o locutor poderia estar nas tardes da RTP1 antes do Portugal em Directo pois fomentava essa ligação entre a RTP1 e o público. A meu ver, a RTP1 poderia repensar, um pouco melhor, os programas que passa na generalista e na Cabo. Ficava a ganhar, isso posso prever.

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